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A Geração Z na música

Geração Z, para quem não sabe, é como são chamados todos os nascidos de 1990 para cá, data que foi escolhida para esse marco por ser considerada o ano de nascimento da World Wide Web. Dessa forma, os pertencentes a essa geração já cresceram conectados à internet, aplicativos, dispositivos móveis, redes sociais e todo esse novo modo de vida digital.

Nasci em 1993. De uns tempos para cá, comecei a perceber que diversos artistas, não só na música, são da minha idade ou até mesmo mais novos que eu. Esse é o tipo de coisa que faz a gente perceber que está ficando velho e, ao observar que muitos deles são realmente bons no que fazem e já atingiram o sucesso com tão pouca idade, se perguntar “o que eu tô fazendo da minha vida?”. Se você é mais velho do que, pode se preocupar ainda mais.

Brincadeiras à parte, quando percebi que muitos artistas que são meus companheiros de geração – mas não de talento – começaram a ganhar espaço no meu HD e no meu coração, tive a ideia de criar essa postagem.

Para elaborar a lista, destaquei os cinco dos quais mais gosto, cuja futura carreira, a meu ver, só tende a decolar. Ao fim do post, algumas menções honrosas, que também vem conquistando seu espaço no cenário musical, mas sobre os quais não posso falar muito por não conhecer tanto.

Desses cinco de destaque, alguns são mais hypados, outros não tão conhecidos, mas vejo em cada um deles honestidade artística. Obviamente, todos tentam se adequar ao mercado, mas nenhum deixa de lado suas inspirações. Inclusive, todos tem um tom nostálgico em seus trabalhos: são muitas as referências a artistas da Geração X (nascidos de 1960 a 1978) ou até mesmo dos BabyBoomers (nascidos de 1943 a 1960).

Antes de irmos a eles, uma curiosidade que só reparei depois de terminar o post: nenhum deles, nem os cinco de destaque e nem os cinco da menção honrosa, é americano.

Vamos começar; mais velhos primeiro!

1. Iggy Azalea – 7 de junho de 1990 (23 anos)

Antes de sequer dar uma chance para a rapper australiana, já estava cheia de preconceitos. Passava os olhos rapidamente quando se comentava sobre ela nas interwebs, mas nunca achei que fosse valer o clique.

É aí que os canais musicais mostram que ainda tem sua força e seu papel nesse mundo, mesmo que reduzido em comparação ao que já foi um dia. Zapeando por eles na minha ronda de sempre (MTV, Multishow, VH1 Mega Hits, VH1, BIS), acabei caindo no Mega Hits na hora que Work estava sendo transmitido. Na hora não pude prestar muita atenção, porque conversava ao mesmo tempo que via TV, mas me interessei pela batida e pelo pouco da história narrada na música que consegui entender. Me surpreendi ao ver que era a tal da Azalea que tanto tinha ignorado.

De volta às interwebs, fui caçar material dela e acabei gostando muito do que ouvi e vi. Destaco Work e Bounce, duas faixas que estarão no primeiro álbum da rapper, The New Classic, que será lançado em setembro.

Não costumo acompanhar a carreira de artistas de rap, apesar de gostar muito de singles isolados, mas aposto na Iggy pela grande capacidade que ela tem de narrar sua vida em músicas contagiantes de verdade. Além disso, ela também se destaca pela personalidade e pelo carisma e pelo bundão.

2. Tom Odell – 24 de novembro de 1990 (22 anos)

Descobri o Tom por acaso, ao esperar uma apresentação da Lana Del Rey no programa Later with Jools Holland. A partir dali, comecei a procurar material dele na internet. Na época, novembro do ano passado, apenas algumas faixas do cantor estavam disponíveis na internet, como Another Love, Can’t Pretend e Sense que, mesmo depois do lançamento do álbum de 11 faixas, chamado Long Way Down, continuam sendo minhas preferidas.

A maioria das faixas do disco de estreia do cantor são guiadas pelo piano e pelos vocais suaves que explodem no clímax da música, algo que remete imediatamente a Coldplay. Tom também cita David Bowie e Elton John como influências, o que é fácil de notar por todo o disco.

Long Way Down apresenta faixas que seguem a mesma estrutura, algo que é considerado por muitos como um ponto negativo, mas que, para mim, não tira o mérito do artista, principalmente por ser um álbum de estreia. Prevejo um futuro de excelentes músicas para o loirinho de Chichester.

3. Rita Ora – 26 de novembro de 1990 (22 anos)

A mais conhecida de todos os artistas que integram nossa lista de novinhos, Rita Ora dispensa apresentações.

Tirada da geladeira da Roc Nation depois de alguns anos de contrato assinado, Rita debutou na indústria musical no início de 2012, quando o padrinho artístico Jay-Z a apresentou ao mundo. No final daquele ano, ela enfim lançou seu álbum de estreia, Ora, estreando no topo do ranking de discos mais vendidos do Reino Unido.

O fato de que apenas duas músicas do álbum contam com a participação de Rita na composição (Uneasy e Been Lying, Roc the Life apenas em algumas fontes) e, mesmo assim, em meio a pelo menos outros três compositores (meus queridos Jules De Martino e Katie White, entre eles) em cada uma delas, não tira o mérito artístico dela. Respondendo apenas pela parte vocal e performática de sua carreira, o que de forma alguma é pouco, a kosovar – naturalizada britânica – não deixa a desejar.

4. Charli XCX – 2 de agosto de 1992 (21 anos)

Não sei o que dizer da Charli. Acredito que me expressaria melhor em um post dedicado só a ela, que provavelmente ainda vou fazer, analisando o debut album dela, True Romance. Por enquanto posso dizer que, se você gosta de Gwen Stefani e Marina and the Diamonds, já é meio caminho para não só amar a Charli, mas virar fã de verdade. Se não gostar de You (Ha Ha Ha), carro-chefe do debut, dê uma segunda chance ao restante do álbum. Ele merece.

Minhas preferidas: Stay Away, Cloud Aura, So Far Away e Grins.

5. Jake Bugg – 28 de fevereiro de 1994 (19 anos)

Pegue Simon and Garfunkel, The Beatles, Oasis e Bob Dylan, coloque num liquidificador e bata. Sendo grande fã dos três primeiros e admiradora do último, eu não teria como não gostar do menino de Nottingham. O fato de ele ser mais novo que eu (!!!) me deixa ainda mais esperançosa quanto à indústria musical atual. Facilmente o integrante dessa minha lista mais influenciado pelas gerações musicais anteriores.

Rumores dizem que Jake está com passagem comprada para o Brasil, vindo tocar na próxima edição do Lollapalooza. É esperar para ver!

Minhas preferidas: Seen It All, Slide, Ballad of Mr. Jones e Green Man.

Menções honrosas

Birdy – 15 de maio de 1996 (17 anos)
Assim como Rita Ora, Birdy também dispensa apresentações. A menina ganhou destaque há dois anos, ao lançar seu primeiro disco, aos quinze. Apesar de ser composto por faixas-cover de outros artistas (apenas uma é composta por ela), o disco fez seu trabalho apresentando a linda voz da inglesa ao mundo. Agora, aos 17, Birdy finaliza os últimos detalhes do seu primeiro álbum de inéditas.

Apesar do primeiro trabalho do disco, Wings, já ter até videoclipe, escolhi 1901 para ilustrar o post por ser a minha preferida na voz dela (até agora).

Cher Lloyd – 28 de julho de 1993 (20 anos)

Digam que Cher representa o pop plástico, descartável, sem signficado, eu não ligo. Nem só de instrumentais emocionantes e letras complexas vive a música. Uma versão em miniatura de Cheryl Cole, de quem não sou muito fã, Cher conseguiu me conquistar pelas caras e bocas que demonstram a todo momento sua personalidade e seu humor. Somados a músicas divertidas que me levam de volta aos meus 15 anos, esses fatores fizeram a britânica ganhar um espaço no meu coração.

No momento ela prepara o segundo álbum e conta os dias para se apresentar no Brasil, no final do mês. Aqui no Rio de Janeiro, o ingresso mais barato custa R$40,00, a meia-entrada. E é claro que eu vou.

Bônus

Pixie Lott – 12 de janeiro de 1991 (22 anos)

Ótimo vocal, algumas decisões erradas no rumo da carreira. No entanto, continuo esperando boas coisas delas futuramente.

Lorde – 7 de novembro de 1996 (16 anos)

Neozelandesa. Dezesseis anos. E você vai ouvir falar muito dela nos próximos meses.

Ed Sheeran – 17 de fevereiro de 1991 (22 anos)

O ruivinho do violão que conquistou o mundo com sua simplicidade. Vale o clique.

E é isso aí, novinhos e novinhas para todos os gostos.

A título de curiosidade, aqui estão outros membros musicais da geração Z sobre os quais não posso falar muito por não conhecer tanto assim seus trabalhos:

Kimbra (1990), Jojo (1990), Sean Kingston (1990), Soulja Boy (1990), Azealia Banks (1991), Bridgit Mendler (1992), Miley Cyrus (1992), Demi Lovato (1992), Selena Gomez (1992), Nick Jonas (1992), Ariana Grande (1993), Justin Bieber (1994), Austin Mahone (1996), Cody Simpson (1997), Rebecca Black (1997), todos os integrantes do One Direction e mais um monte que você pode indicar aí nos comentários!

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