Na batalha Brave x Roar, ganha a corajosa ou a leoa?

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Quando um artista lança material novo, principalmente quando divulga o primeiro single de um novo álbum, não costumo escrever sobre a música sozinha. Gosto de avaliar tudo dentro do contexto do álbum, por me parecer mais justo.

Como já devem saber, vazou hoje Roar, primeiro single do novo álbum da Katy Perry, Prism. Não escreveria sobre a música simplesmente por ela ter saído, pelo motivo que citei acima. Acabei sentindo vontade de mostrar meu posicionamento depois de alguns comentários que foram surgindo na internet ao longo da tarde.

Roar, que não remete aos tempos de One of the Boys, como eu esperava que o Prism fizesse, também não lembra as músicas do Teenage Dream, a meu ver.

Quando Katy lançou o terceiro vídeo teaser da música, revelando o trechinho “ô, ô, ô” do refrão, já achei que não gostaria do novo material. Apesar disso, a faixa completa acabou me surpreendendo e me agradando mais do que eu esperava. Não me lembrou nada do One of the Boys, como eu queria, mas também não me lembrou nada que a Katy tenha feito antes, apesar de não ser algo muito inovador no mundo musical, em geral. É, de fato, uma faixa chiclete. Acredito que até aqueles que a rejeitaram já estarão repetindo o “ô, ô, ô” sem sentir daqui a alguns dias.

No entanto, o que me levou a criar esse post foi o tanto de gente que anda comparando Roar com Brave, música da Sara Bareilles lançada em em abril desse ano.

Dessa vez, as más línguas de fato não estão tão más assim. As músicas realmente se parecem bastante. Não é uma questão de plágio; apenas a estrutura das músicas se parecem, não a melodia em si.

O mais interessante disso tudo é um tweet que Katy Perry enviou ao mundo em 15 de maio:

I heart you“, algo como “eu amo você”.

Essa mensagem, acima de tudo, me faz pensar: até que ponto as músicas serem parecidas é ruim? A Katy, pelo visto, gosta da Sara e o trabalho dela e não tem vergonha de admitir isso.

Muito se fala sobre quais são os limites que separam plágio, inspiração, cópia de mais tantos termos que no fim significam duas obras que se assemelham, por motivos variantes.

Na maioria das vezes, apenas alguns elementos ou trechos são parecidos. O caso de Roar x Brave, no entanto, me lembrou o de Halo (Beyoncé) x Already Gone (Kelly Clarkson):

Halo

Already Gone

As faixas são tão parecidas que consegue-se facilmente cantar uma no instrumental da outra.

Nesse caso específico, há um motivo para essa semelhança: as duas foram produzidas pro Ryan Tedder, que não teve vergonha de vender basicamente a mesma estrutura para duas cantoras diferentes, em um curtíssimo espaço de tempo (Halo foi lançada em janeiro de 2009; Already Gone, em setembro do mesmo ano).

Além desse, há inúmeros outros casos de músicas parecidíssimas que não são necessariamente plágios, segundo o que determina a lei, cada um com níveis de semelhança diferentes, de trechos a estruturas completas, e cada um por seus motivos.

Não sei o que levou Katy a fazer uma música semelhante a Brave, visto que ela já conhecia a música, o que prova não ser um caso de coincidência. Só sei que não sinto uma postura agressiva ou de cópia nessa situação, e ainda prevejo Sara falando sobre isso de forma divertida.

Na batalha da leoa contra a corajosa, vence o público, que pode escolher qual faixa prefere e seguir feliz ouvindo sua favorita.

ATUALIZADO Na tarde de ontem, dia 10, Sara publicou a seguinte mensagem em seu twitter:

Diva.

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