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Não tenha preconceitos para o amor de Christina Aguilera.

Após uma carta aberta agradecendo seus fãs pelo apoio durante os últimos anos, Christina Aguilera está pronta para celebrar o amor. A cantora lançou no último dia 29 um clipe para a faixa “Let There Be Love” de seu último álbum de inéditas Lotus lançado em meados do ano passado. O vídeo é cercado por um clima de amor e aceitação e foi dedicado para seus fãs.


Assista:

Para quem não sabe a cantora lançou os álbuns “Bionic”, em 2010, e “Lotus”, em 2012. Ambos tiveram performances decepcionantes nos charts, porém, extremamente interessantes no quesito qualidade. Isso nos faz questionar: qual o preconceito com Christina Aguilera?

Do básico ao biônico
Após o conceitual Back to Basics (2006) encontramos – ou encontraríamos – em Bionic uma Christina Aguilera quase indie. Na época do lançamento do disco a equipe por trás da produção do álbum chegou a afirmar que a gravadora (RCA Records) interferiu em seu conceito, temendo que com uma sonoridade puxada para o indie a cantora não agradasse tanto a massa e não conseguisse sobreviver a disputa comercial com Lady Gaga, da concorrente Insterscope Records. Isso fez com que Aguilera reorganizasse o conceito do disco tornando-o mais comercial, o que fez com que parte de sua essência fosse perdida em canções sobre sexo e futilidades. Mas, ainda assim, o álbum é uma obra prima no questito essência, que pode ser encontrada principalmente nas faixas da versão de luxo. O álbum foi lançado sob enxurradas de críticas e comparações com Lady Gaga, divulgação mal organizada e a separação de um casamento de cinco anos. Não haveria outro destino para a musa biônica senão o declínio. O desempenho do álbum nos charts foi abaixo do esperado. A Bionic Tour foi cancelada, mesmo com cerca de 25 datas agendadas nos EUA e Canadá, e o álbum foi trancado na gaveta pela gravadora.

A flor de lótus que nasce e murcha logo em seguida.
A esperança dos fãs de Aguilera ressurgia logo em seguida. “A flor inquebrável” era quase uma metáfora da Fênix, a ave que renasce das cinzas. Xtina havia voltado ao estúdio, aprendido a lição com o fracasso de Bionic. Mas o problema persistiu. Lotus não teve uma boa divulgação por parte da gravadora e, assim como seu antecessor, foi engavetado e o projeto cancelado. As férias que Christina havia tirado do The Voice para divulgar o álbum serviram apenas como descanso pessoal. E claro, as piadinhas voltaram a assombrar a cantora. “É aqui a Lotus Tour?” foi a sacada clássica desse período.

Parece que as pessoas têm medo de gostar de Christina Aguilera. Sempre tive essa percepção. Não gostar de Christina Aguilera é quase um status quo que todos os seres vivos, irrefletivelmente, seguem. Afinal, você tem que odiar alguém, né? E não importa o quanto a moça se esforce você ainda assim vai falar “não, Christina Aguilera não”. O que é péssimo.

Christina Aguilera é uma das cantoras mais interessantes do cenário musical. Começou com o pop chiclete de “Gennie in a Bottle” e já contribuiu com faixas incríveis para a música americana. Esse post, assim como “Let There Be Love” é para que deixemos o preconceito de lado e desfrutemos da linda voz da cantora. Xtina já nos presentou com as lindas “Understand” e “Save Me From Myself”, de Back to Basics. Também, para os fãs do indie-rock, a gostosíssima “Monday Morning” e a tensa “Birds of Prey” são uma boa pedida. O autoajuda também é uma característica da loira. “Best Of Me” e a já clássica “Beautiful” são ótimas canções para olhar pra dentro de si e se orgulhar do que você é.

Além dessas, existe uma infinidade de faixas de Christina Aguilera para se ouvir. Desde as baladinhas já citadas no post, até as faixas mais explosivas, como “Ain’t No Other Man“, “Circles“, “Prima Donna” ou “Dirrty“. Mas, da próxima vez, esqueça tudo que já te falaram sobre ela. Feche os olhos, stop the drama and start the music.

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