Pop nórdico: da Escandinávia para o mundo

momag970
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Para quem gosta de dar um descanso aos ouvidos do domínio americano/britânico do mundo musical, uma boa notícia! No nosso mundo globalizado e conectado de hoje, cada vez mais artistas de todos as partes chegam ao estrelato muito mais facilmente do que antes, seja vindos da Oceania, como Lorde e Iggy Azalea, ou da América Central, como Rihanna e Nicki Minaj.

Outra região que vem ganhando destaque recentemente pela grande produção de artistas pop que conseguem se projetar firmamente no cenário musical mundial é a fria Escandinávia, região ao norte da Europa que abrange a Terra de Caco Antibes, a Dinamarca, além da Suécia e da Noruega, podendo incluir também a Finlândia e a Islândia.

São os países nórdicos, de origem do povo germânico, dos Vikings, do Hagar, de Thor, Odin e companhia (segundo a mitologia pré-cristã).

Nos anos 70, a Escandinávia, mais precisamente a Suécia, deu uma enorme contribuição à história do pop mundial ao dar de presente para o mundo um dos maiores grupos do gênero da história, formado por Anni-Frid Lyngstad, Benny Andersson, Björn Ulvaeus e Agnetha Fältskog. Não conhece os nomes cheios de tremas? Experimente juntar as iniciais dos membros na ordem acima… Sim, são eles, o ABBA, de Dancing Queen, de Mamma Mia, reis do brega perdoado, do cafona permitido e dos corações de todos os bons amantes do pop.

O ABBA ganhou projeção internacional em 1974, ao ganhar o Eurovision, famoso concurso musical que envolve toda a Europa numa disputa acirradíssima de grandes talentos (e que esse ano foi vencido por Conchita Wurst que, caso você tenha dormido debaixo de uma pedra nos últimos meses e ainda não conheça, vale a pena ser conhecida clicando aqui).

Nos últimos cinco anos, a Escandinávia voltou com toda força à produção de grandes futuras estrelas, algumas delas também lançadas através do mesmo Eurovision que mostrou o ABBA a mundo.

01. Icona Pop (Suécia)
Encabeçando a lista e dispensando apresentações, a dupla de eletro pop Icona Pop, formada pelas suecas Caroline Hjelt e Aino Jawo. Antes de saber qualquer informação sobre a dupla, no momento em que ouvi “I Love It”, vendo o clipe, pela primeira vez, me lembrei imediatamente do ABBA. Ao pesquisar sobre ambas e descobrir que elas compartilhavam a nacionalidade do grupo, corri para mostrar para minha família, toda fã dos criadores de “Dancing Queen” e, antes que eu pudesse contar a eles, eles disseram: “parece ABBA!”. Se Frida e Agnetha ainda cantassem juntas até hoje, elas soariam exatamente como Icona Pop (É sonhar muito pedir um cover das senhorinhas? É, né?).

02. Of Monsters and Men (Islândia)
Os segundos da lista, que acredito também dispensarem apresentações, são os incríveis, maravilhosos, mágicos, fofos, talentosíssimos pago-pau-mesmo do Of Monsters and Men.

Cheguei atrasada à festa dos monstros, somente quando a banda lançou a música “Silhouettes” para a trilha sonora de “Jogos Vorazes: Em Chamas” (por sinal, uma das melhores deles), mas consegui pegar o bonde andando e hoje em dia sou fangirl fácil do grupo. Composta atualmente por Nanna Hilmarsdóttir, Ragnar Þórhallsson, Brynjar Leifsson, Arnar Hilmarsson e Kristján Kristjánsson (e esses nomes MARAVILHOSOS?), a banda tem uma sonoridade indie folk incomparável, mágica mesmo. TODAS as músicas do primeiro e único álbum deles até agora são maravilhosas; se ainda não ouviu, corre que tá perdendo. Indicação para facilitar as coisas: a já citada “Silhouettes”, “Little Talks”, no player aí embaixo, “Mountain Sound”, minha preferida, e “King and Lionheart” (e “From Finner” e todas).

03. Lykke Li (Suécia)
Também da terra do ABBA, a sueca Lykke Li ganhou maior destaque internacional ao participar da trilha-sonora do segunda filme da saga Crepúsculo, “Lua Nova”, com a linda “Possibility”.

O disco mais recente da cantora de 28 anos, “I Never Learn”, atingiu sucesso considerável nas paradas mais importantes mundialmente, e Li conseguiu uma vaga na bombadíssima trilha-sonora da adaptação cinematográfica de “A Culpa é das Estrelas”, garantindo ainda mais divulgação entre o público teen.

O dream pop de Li é de qualidade, recomendado para quem gosta de Lana Del Rey.

04. Mø (Dinamarca)
Vinda diretamente da terra do príncipe dinamarquês também conhecido como Caco Antibes, Mø tem tanta atitude e marra quanto o personagem de Miguel Falabella na famosa sitcom brasileira “Sai de Baixo”.

O pop de Mø é parecido com praticamente todo pop mais puxado para o R&B que já andou por este planeta, mas apresenta o diferencial que realmente importa quando se trata de uma cantora, oras bolas: a voz. Karen Marie Ørsted, de 25 anos, surpreende e encanta; seu disco de estréia, “No Mythologies to Follow” é fresco e, apesar do sucesso de crítica, ainda não atingiu uma performance comercial muito boa. A estética de Mø também é original, uma proposta visual interessante de se acompanhar num mar de caras iguais (como alguém que possui uma testa avantajada e repara nessas coisas, nunca vi uma pessoa assumir a sua própria com tanta coragem e dignidade quanto Karen. De alguma forma, ela me faz lembrar da Melanie C em épocas de Spice Girls.)

05. Emmelie de Forest (Dinamarca)
Também da Dinamarca, a cantora e compositora Emmelie de Forest, de 21 anos, venceu o Eurovision 2013 com a sua canção “Only Teardrops”. Seu primeiro disco, de mesmo nome da canção, foi lançado em maio do ano passado, atraindo críticas mistas e não muito sucesso comercial, mas não falha em apresentar o potencial da cantora ao mundo.

06. Adelén (Noruega)
Como não somente de indie pop é feito o mundo musical, a Escandinávia também produz artistas de pop plástico, pop eletrônico, pop David Guetta, e os doa ao mundo. A artista que melhor se encaixa nessa descrição, atualmente, é Adelén, uma norueguesa de 17 anos (sim, ela é alguns muitos anos mais nova que você, chora, fracassado) que já tem no currículo um segundo lugar no Eurovision 2013 e uma música na trilha sonora oficial da Copa do Mundo FIFA 2014, com direto a clipe e #1 no iTunes norueguês. Bonita, talentosa, global E jovem. O choro é livre.

07. Mapei (Suécia)
A mais desconhecida da lista é, na verdade, uma aposta para o futuro. Mapei, que nasceu nos Estados Unidos, mas é de ascendência sueca e desde os dez anos se divide entre os dois países, ainda não lançou muito material. No entanto, o pouco já disponível online nos deixa querendo mais e mais, como os singles “Don’t Wait”, que surpreende se utilizando de uma batida à lá funk carioca, e a maravilhosa “Change”, faixa de qualidade de super estrela.

Anote esse nome e corra atrás do material que ela já lançou, não vai se arrepender, garanto.

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