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A Geração Nintendo chegou ao fim?

Apesar dos finais de semana, é durante as férias que posso ligar à vontade o videogame e jogar por horas a fio. No resto da semana, no máximo é possível utilizar o Nintendo DS, o portátil, entre um intervalo e outro de aula ou no ônibus, quando não estou acompanhada de algum livro.

Outro dia, estava no Shopping da Gávea, em busca de algum cartucho de 3DS. Na loja, reparei que o espaço dedicado aos jogos da Nintendo, responsável pelo portátil, era quase inexistente. Peguei o The Legend of Zelda: Majora’s Mask e perguntei a atendente pelo preço:

–– Esse tá R$ 350 – ela respondeu.

–– R$350?! – eu devolvi, assustada com o preço.

Em seguida, a atendente imberbe e de visual geek comentou que a alta nos preços dos joguinhos estava relacionada a saída da Nintendo do Brasil. O que eu já sabia, mas, na real, não levava muita fé de acontecer. Depositei a caixinha em seu pequeno espaço e me concentrei nos títulos para consoles de mesa, aqueles que a gente pluga na TV.

Acontece que sou Geração Nintendo.

Meu primeiro contato com os jogos eletrônicos foi através do Sonic, personagem da empresa nipônica. Quando ganhei o Game Boy Color e depois o Advanced da minha avó, nos portáteis os preferidos sempre foram Donkey Kong, Mario Bros, Mario Kart e quase todas as edições de Pokemon.

Não tive o Nintendo 64, mas, na adolescência, lembro de jogá-lo  na casa de uma amiga da escola, em Copacabana. Já era adulta quando a minha avó me trouxe um lindo DSi, de uma viagem para os Estados Unidos, acompanhado de Mario Kart 7. Inclusive, eu e os meus primos nos reuníamos ritualmente para jogar, na casa de nossa avó.

No início do namoro, eu e Carolina jogávamos tênis no Nintendo Wii. O Nintendo 3DS foi presente da minha mãe e já me acompanhou em viagens, feiras literárias, faculdade e até mesmo no trabalho, aqui desligado, mas oferecendo o conforto de objetos familiares, como um retrato da família que alguns funcionários ostentam sob a mesa.

A Nintendo fez parte do meu desenvolvimento. Há os que culpam a crise, enquanto outros dizem que o mercado brasileiro nunca foi levado a sério pela empresa de Fusajiro Yamauchi. Os gamers mais novos é que saem perdendo, sem conhecer as pedras fundamentais da Cultura Pop. Afinal, como não se aventurar com um certo barrigudo encanador italiano de bigode farto atrás de sua princesa?

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