O início de uma nova era: Adele 25

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Sabe aquela famosa expressão “a primeira vez a gente nunca esquece?” Então, eu ainda me lembro a primeira vez que ouvi Adele. Era março de 2011 e, acreditem, comecei a ouvir por “influência” de Amy Winehouse. Naquela época, Adele ainda era conhecida por sua voz “parecida” com Amy e não por ser simplesmente Adele, como hoje. Fui então procurar a jovem talentosa de quem tanto falavam. Ouvi seus dois álbuns completos – 21 tinha sido lançado recentemente – e assisti a todos os vídeos que estavam em seu canal oficial, que até então eram Hometown Glory, Chasing Pavements e Rolling In The Deep: todas as suas músicas me causavam arrepios como há muito tempo uma música não fazia. Mas não foi o suficiente e procurei mais e, quando percebi, o dia tinha chegado ao fim e eu me tornava fã declarada de Adele de uma forma que só tinha acontecido quando eu me tornei fã de Michael Jackson.

Depois de tanto tempo, Adele ainda é capaz de me surpreender. O novo álbum já era há muito aguardado pelos fãs – na verdade era aguardado desde que ela anunciou que iria fazer uma pausa, porque mesmo ela sempre dizendo que entre carreira e família focaria na família, éramos egoístas o suficiente para querer ela fazendo os dois. A cada nova notícia dada sobre uma possível volta, sobre ela novamente em estúdio, o coração de fãs como eu se enchia de esperança. Nos últimos meses, o fluxo de notícias relacionadas ao novo álbum aumentou e, com isso, surgiram diversas possíveis colaborações com outros artistas, comentários sobre como seria o álbum e até especulações sobre datas de estréia. Porém, com tantas datas anunciadas, resolvi esperar algo mais oficial para não sofrer tanto.

Foi então que no último domingo (18) a espera acabou. Um trecho de 30 segundos de uma nova música de Adele foi mostrado na televisão durante o intervalo comercial do programa The X Factor. Esse pequeno trecho foi suficiente para entrar para os Trending Topics mundiais do Twitter e ser notícia nos principais sites de música do mundo e, principalmente, serviu para enlouquecer de vez os Daydreamers que esperavam há mais de 3 anos por algo assim. Apesar de serem apenas trinta segundos, pode-se dizer que foi ali que a Era 25 se iniciou.

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Depois de alguns dias de muita especulação, Adele aparece novamente na quarta-feira (21) com uma emocionante carta aberta aos fãs:

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“Quando tinha sete anos, queria ter oito. Quando tinha oito, queria ter 12. Quando fiz 12, só queria ter 18. Então depois disso eu parei de querer ficar mais velha. Agora eu finjo que tenho entre 16 e 24 anos para ver se consegui enganar alguém. Sinto que passei minha vida inteira até agora desperdiçada com desejos. Sempre desejando ser mais velha, desejando estar em outro lugar, desejando poder lembrar e desejando poder esquecer também. Desejando não ter arruinado tantas coisas boas só por estar assustada ou entediada. Desejando que eu não fosse tão direta ao ponto o tempo todo. Desejando que eu pudesse ter conhecido mais minha bisavó, desejando que eu não me conhecesse tanto, porque isso significa que eu sempre sei o que vai acontecer no final das contas. Desejando que eu não tivesse cortado meu cabelo, desejando ser mais alta. Desejando que eu tivesse esperado e que eu tivesse me apressado ao mesmo tempo. Meu último álbum era sobre um término e se eu tivesse que rotular esse novo, eu o chamaria de álbum de fazer as pazes. Estou fazendo as pazes comigo mesma. Pelo tempo perdido. Por tudo que eu fiz ou nunca fiz. Não tive tempo de me agarrar às migalhas do passado como eu costumava fazer. O que foi feito, foi feito. Fazr 25 anos foi um ponto de virada para mim, um tapa no meio dos 20 e poucos. Pisando em falso no limite entre ser uma adolescente velha e uma adulta formada, tomei a decisão de me tornar quem serei para sempre sem remover minhas tranqueiras velhas. Sinto falta de tudo que se refere ao meu passado, as coisas boas e as ruins, mas apenas porque els não vão voltar. Quando eu as vivia, eu queria fugir delas! Tão típico. Falo sobre ser uma adolescente, fofocando sobre besteiras, sem se importar com o futuro porque ele não importava tanto naquela época quanto importa agora. A capacidade de ser irreverente sobre tudo, sem consequências. Até mesmo seguir ou quebrar as regras… é melhor do que fazer as regras. 25 se trata de conhecer quem eu me tornei sem perceber. E desculpe ter demorado tanto tempo, mas, vocês sabem, a vida aconteceu.”

A carta por si só, sem lançamento de single ou álbum, sem a voz de Adele ou qualquer coisa do tipo já foi capaz de emocionar. É um relato do que somos muitos de nós, de como por vezes olhamos e desejamos o futuro e esquecemos do presente. É também o primeiro indício do que seria o 25, agora com nome confirmado, um álbum sobre se encontrar.

Quem achou que a maior emoção da semana seria a carta aberta aos fãs se enganou: quinta-feira (22), mais emoções fortíssimas. O dia começa com Adele criando um perfil no Instagram – hoje, às 09:00 da manhã a página contava com 775k de seguidores, às 12:00 já eram 829k – e confirmando a data de lançamento do 25 para 20 de novembro de 2015. A artista também mudou o seu Twitter com a capa do novo álbum. Em anúncio em sua página, a XL Recordings, gravadora da artista, anunciou que Hello seria o primeiro single do 25 e que seria lançado na sexta-feira (23), juntamente com um videoclipe que havia sido dirigido por Xavier Dolan.

Eu poderia usar todo um parágrafo tentando explicar como um Daydreamer se sentiu naquele momento como eu costumo fazer, porém usarei alguns gifs que explicam melhor:

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De quinta para sexta eram apenas algumas horas – ainda que eu não me sentisse assim. Até que, conforme o anunciado, Hello, o novo e tão aguardado single/videoclipe é lançado. É o momento em que finalmente podemos ter algo concreto sobre o que esperar do 25.

Hello é uma música bem no estilo Adele, voz forte, refrão de arrepiar, um piano, letra fácil de se identificar. É fácil encaixar a letra em diversas situações de nossas vidas: um amor perdido, uma relação familiar conturbada, uma amizade acabada, um alguém que há muito a gente não via, uma situação que o tempo não cura. Mais uma vez a voz de Adele, reconhecível a qualquer distância e em qualquer lugar do mundo, marca uma letra com forte carga emocional capaz de arrepiar cada centímetro do seu corpo.

Porém, o principal que vemos: uma mudança na forma da construção do videoclipe. Acostumados com uma construção diversa dos clipes da artista só o anúncio de que o clipe teria 6 minutos de duração já foi uma surpresa. Uma introdução em um clipe de Adele e uma história sendo contada por inteiro é com certeza uma grande novidade. Ela e seu sotaque carregado ao celular, adentrando uma casa ao que tudo indica há muito abandonada e com muitas lembranças, já faz a respiração mudar – como há muito tempo os Daydreamers não sentiam. A primeira nota no piano já acorda o coração. A primeira palavra “Hello…” já arrepia. “They say that time’s supposed to heal ya but I ain’t done much healing” . E então chega o refrão e a música já tomou conta. A letra acompanhando a história ali contada, uma história completa – e com direito choro de Adele ao telefone – é arrebatador. Uma volta e tanto.

Dizer o que podemos esperar do 25 e dessa era é tarefa difícil, porém, alguns efeitos já foram sentidos (tudo isso até as 13:00 horas, quando fechei o texto). As 09:00 da manhã o single já era 1° lugar em 48 países (inclusive no Brasil) e top #25 em mais de 30 e o videoclipe contava com 7.704 visualizações, às 13:00 já era 1° lugar em 72 países e o videoclipe contava com 1.404.195 visualizações. Hello já tinha vendido mais que o TOP 45 inteiramente somado. A pré-venda de 25 acompanhou o ritmo do single. O álbum até então já aparecia no 1° lugar do iTunes em 50 países, incluindo o Brasil, e ainda estava no Top 10 em outros 23 países. E a artista ainda tinha seu nome – pela terceira vez na semana – nos Trending Topics Mundiais no Twitter.

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Sobre o que respondo quando me perguntam o que acho que teremos sobre Adele. Acredito sinceramente em uma Adele diferente do que estamos acostumados. Claro que falo pessoalmente também, pelas mudanças em sua vida durante esses anos afastada. Mas todas essas mudanças pessoais influenciam no profissional, pois é de onde sai a inspiração. Acostumados com músicas sempre melancólicas, marcas registradas da artista, acho que podemos quebrar a cara dessa vez e encontrar também músicas mais alegres, que falam não só sobre perdas, mas também sobre se encontrar em um relacionamento, em dar e receber. Uma outra questão, que pode ou não ser mera coincidência, diz respeito às capas dos álbuns. Nos antecessores de 25, 19 e 21, Adele encontrava-se de olhos fechados, em 25 isso não se repete, o que pode encaixar-se perfeitamente na questão do “se encontrar”, “ver o mundo de um outro jeito”. Acredito que será um álbum mais maduro, como ela bem deu a entender, e consequentemente uma Era mais madura, vocal e profissionalmente. Apesar do grande sucesso de 21, Adele ainda tem muitas experiências para viver, como por exemplo uma turnê mundial, algo ainda não realizado pela cantora. E, como tivemos a oportunidade de ver com o novo videoclipe, é de se esperar que quebremos a cara mais algumas vezes. Sim, quebrar a cara como eu quebrei. Principalmente naquele momento em que ela tira o pano de cima de uma cadeira e eu penso “Lá vai ela sentar e ficar sentada igual já fez” – tenho certeza que não fui só eu – e ela continua maravilhosamente cantando.

Ainda sobre o que respondo quando me perguntam o que acho que teremos sobre Adele, vamos lá. Esperei por muito tempo a volta, com um pouco de receio confesso. O sucesso estrondoso de 21 criou expectativas em todos e não somente nos fãs para novamente ouvir as composições de Adele. O receio que pairava sobre mim era justamente nessa expectativa das pessoas. Quantas vezes já ouvimos a frase: “Ah, é bom, mas não é tão bom quanto eu esperava”. Quando usamos essa frase esquecemos de algo: a arte não é construída em cima das expectativas das pessoas, ela é construída em cima de sentimentos, é assim com qualquer forma de arte. Então, quando vamos ver um filme, ouvir uma música, ler um livro, assistir a uma peça de teatro, apreciar uma exposição, temos que deixar nossos sentimentos abertos para aquilo e não somente nossas expectativas. Sim, o sentimento de quando temos nossas expectativas superadas é ótimo, porém ela às vezes cria espaços que é humanamente possível alcançar. Ainda assim, com esse receio, eu queria Adele de volta, eu estava aberta para as novas emoções, não importando sucesso, críticas etc, e sim que fosse capaz de despertar qualquer emoção em mim.

Enfim, a Era 25 está só começando e não podemos ter certeza sobre muitas coisas. Mas, independentemente de números, críticas e sucessos, o mais importante é o sentimento e isso, ao que tudo indica, Adele trará de sobra.

Sobre eu e Adele

Já falei no início um pouco sobre quando e como conheci Adele, porém para quem ainda tiver paciência gostaria de falar um pouco mais.

Falar o nome Adele na época em que a conheci significava ainda ouvir a pergunta “Quem?”. Poucos amantes de música a conheciam e o grande público a desconhecia completamente. Meus amigos, porém, já tinham se tornado experts na artista, pois em respeito aos anos de amizade eles ficavam o dia me ouvindo falar sobre e cantar Adele. O desconhecimento do público geral foi mudando, e confesso que quando me liguei Adele já era quase uma superstar, todos os artistas comentavam sobre ela, as pessoas na rua sabiam quem era ela, suas músicas estavam em novelas, ela agradava a todos os públicos, o álbum 21 e ela já quebravam recordes e tudo isso em poucos meses. Me lembro com um sorriso no rosto e um pouco nostálgica de quando eu tinha que explicar quem era a pessoa que hoje dispensa apresentações e de quando uma amiga me disse “Acho que alguém aqui está virando fã de Adele” e eu respondi “Impossível esse ‘está virando’ pois já virei”.

Com isso tive a oportunidade de acompanhar boa parte das grandes conquistas até então. Claro que perdi a Era 19 com seus dois Grammys – e desejo todos os dias que a tivesse conhecido ainda nessa época. Porém, vi a Era 21 em seu começo discreto se tornar uma das principais eras da indústria musical. Dessa forma, acompanhei o lançamento de Someone Like You como single e videoclipe, me lembro de imaginar toda uma história sendo contada no videoclipe, como Adele chegando e entrando numa igreja no meio de um casamento ou qualquer coisa nesse sentido e chega mais uma vez um videoclipe bastante simples, mas que ainda assim fez muito adulto chorar. Me lembro do anúncio de Set Fire To The Rain como single e meus amigos dizendo “Esse vai ter que ser cheio de efeitos especiais porque Adele agora tem verba” – isso porque a essa altura ela já tinha seu nome fixado na indústria – e o videoclipe oficial sendo um trecho do DVD gravado no Royal Albert Hall. Me lembro das horas que eu passava e noites que virava traduzindo para entregar a tempo suas entrevistas em diversas revistas para o até então adelebr.net e do treinamento que foi necessário para eu conseguir entender o sotaque carregado dela e legendar alguns vídeos.  Acompanhei com o coração na mão, cada notícia de cancelamento de shows e posteriormente o anúncio de que ela teria que se submeter a uma cirurgia nas cordas vocais, e os momentos de aflição que aquilo nos causava. Adele sempre muito tagarela agora tinho que escrever o que queria dizer em um bloquinho. Ela tendo que parar de beber e fumar. E acompanhei com muita alegria, coração batendo forte e muito choro a volta dela, primeiro em sua entrevista para o 60 Minutes e depois, ao vivo no Grammy, torcendo para que tudo desse certo. Me lembro agora de todas as vezes que ela ia fazer uma apresentação em premiações e nós sabíamos que ela estava nervosa e ainda assim ela subia no palco, cantava com uma voz calma e ao final as pessoas aplaudiam de pé e sempre mais do que normalmente aplaudiam. O coração saindo pela boca em cada apresentação, Grammy, Oscar, BRITSVMA. Vi uma época em que Adele ainda chorava cantando músicas escritas para seu ex-namorado em várias apresentações demonstrando que as feridas ainda estavam abertas. Durante todos esses anos que Adele esteve “parada” acompanhei o 21 sempre voltando para o top #100 e em alguns momentos até o top #10. Fiquei feito boba esperando Adele cantar na abertura das Olimpíadas como havia sido noticiado. Vi ela entrar no Livro dos Recordes. O 21 se tornar o álbum digital mais vendido da história e outros recordes. O anúncio de sua gravidez em seu blog – blog esse aliás que era a única forma de manter contato com ela já que durante muito tempo ela ao menos tinha Twitter. O anúncio do nascimento de seu filho. Quando saiu Never Gonna Leave You e You’ll Never See Me Again, músicas que não entraram no 21. Acompanhei ainda cada nova notícia que surgia. E, como diria Roberto Carlos: “se chorei ou se sorri o importante é que emoções eu vivi”.

Bom, depois de tudo isso, acho que fica fácil entender o tamanho da excitação que essa volta gerou no mundo, mas principalmente nos Daydreamers. A cada vez que ouvia uma música da Adele imaginava a volta dela e finalmente ver ela acontecer:

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Entender o sucesso que Adele fez e continua fazendo é um pouco difícil para quem está do “lado de dentro”, aquela história de que “as pessoas que estão de fora enxergam melhor a situação”, mas eu diria que, em um palavra, o que a alçou à condição que hoje ela se encontra foi: simplicidade. Já li muitos artistas comentando sobre Adele, e todos eles concordam nesse quesito. Ela entrou para o mundo da música querendo só uma coisa: cantar. A fama veio, o sucesso estrondoso veio, o nome dela entrando para a história da música também, porém, apesar de tudo isso, a simplicidade permaneceu. Quando uso esse termo não me refiro somente à simplicidade dela como pessoa, que também é notável, mas à simplicidade também de suas produções. Adele, até então, não investiu em grandes produções, nem em seus clipes, nem em seus shows, nem em divulgações. Simplesmente aconteceu. Seus shows não têm dançarinos nem grandes coreografias, somente músicos. Em seus videoclipes ela encontra-se parada, sentada e andando, nada comparado aos que são produzidos atualmente. Em um momento em que o mercado musical apostava em grandes produções Adele foi pelo caminho contrário, não seguiu o fluxo, e convenceu. Mas por que não querermos ver uma Adele com produções ainda maiores?!

O que fiz aqui não foi uma crítica às grandes produções, com muita teatralidade, coreografias e dançarinos muito pelo contrário, sou amante delas também, tanto que sou fã declarada de Michael Jackson, Beyoncé etc. Estou apenas tentando expor a minha surpresa ao ver que Adele alcançou tudo o que alcançou, cantando o estilo de música que canta. Que ela tinha conquistado não só os amantes de música, como eu, de uma forma geral, mas os amantes de outros gêneros musicais, que ainda que não gostassem de seu estilo musical não negavam seu talento, é algo que há muito não se via.

Adele foi capaz de me arrepiar com dois álbuns inteiros como há muito uma única música não fazia, e me perdoem se repeti isso diversas vezes, mas é uma verdade inegável. Minha paixão pela música e artes de forma geral vem dessa capacidade que têm de despertar emoções. A capacidade de fazer sorrir, chorar, lembrar, reviver e imaginar.

Há muito tempo não víamos uma artista como ela, e não estou dizendo apenas como fã, estou dizendo como alguém que analisa os fatos. O mundo da música atual deixou de ser de união e passou a ser de competição e às vezes até de ignorância. Brigas entre fãs, que os artistas até mesmo desconhecem, fazem com que pessoas odeiem um artista de forma assustadora. Não gostar do artista significa não poder reconhecer coisas boas em seu trabalho. Não gostar das músicas significa você ter que dizer que determinada pessoa é um péssimo artista. Esquecem que nem tudo é sempre bom ou sempre ruim e que nem tudo no mundo é baseado somente em nossos gostos. Se você é fã de Katy Perry, por exemplo, tem que odiar a Taylor Swift e todas as suas músicas. Se alguém “rouba” o #1° lugar de um artista seus fãs já se tornam oficialmente rivais. Se você é fã de Michael Jackson ou Amy Winehouse – além de vários outros – você tem que odiar o Eminem e assim vai. As pessoas disputam sobre quem vai chegar ao Top #10 ou Top #25 e se determinado álbum não chegar ali significa que ele não tem nada de bom.  É o perigo das generalizações. Sim, é ótimo ver o reconhecimento do trabalho do artista que tanto admiramos, mas nem tudo se resume a isso. Tudo isso para dizer que Adele trouxe mais algo diferente, que foi unir os amantes da música. Ver fãs de outros artistas elogiando o trabalho de Adele e elogiando ela chegando ao #1° lugar ao invés de criar rivalidades é incrível.

Enfim, agora é hora de preparar novamente para grandes emoções, fãs e não fãs. De ver o que Adele preparou para nós e aproveitar essa união que tem sido notável. E, claro, esperar para ver o que realmente a Era 25 preparou para nós, porque, afinal, depois de tanto tempo, aproveitar o momento é o melhor remédio.

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