Conheça Raony Phillips: A mente por trás de 'Girls in The House'

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CAFEZINHO

Seja bem-vindo a coluna de entrevistas Cafezinho.

 

Aqui na Cafezinho vamos debater assuntos que mexeram com a cultura POP no Brasil sempre com alguém sabe do que tá falando…

E para deixar a conversa ainda mais divertida, o áudio em forma de podcast, pode ser escutado na íntegra no final da matéria. Venha descobrir mais sobre os bastidores do POP e seus criadores.

Para abrir a coluna convidamos o mentor das meninas de Girls in The House, Raony Phillips.

 

Girls in The House

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A série Girls in The House (GITH) virou um tremendo sucesso por causa do seu humor super ácido e situações que fogem do habitual. Para quem não conhece a história, tudo acontece em torno da vida de Duny, Honey e Alex, que administram uma pensão onde as coisas mais loucas possíveis acontecem, inclusive aparições dos ícones da cultura pop. Se você quer saber mais sobre a GITH, clique aqui. Nesse post iremos falar sobre o criador dessa história tão engraçada.

Raony Phillips, que prefere ser chamado apenas de Rao, é o responsável por assinar a RaoTV, canal no YouTube que exibe a série Girls in The House e o spin-off Disk Duny.

Muito bem humorado, o carioca de 23 anos nos contou em entrevista como surgiu a ideia de criar GITH, como ele consegue criar tantas vozes. Ah! E claro nos contou sobre o que está para acontecer com as meninas na season finale.

Leia abaixo trechos da entrevista com Raony Phillips, criador de Girls in The House. e no podcast você pode escutar a conversa completa.

Café Radioativo (CR): Então, você tem 23 anos e mora no Rio de Janeiro, certo? Nos conta, com apenas 23 anos como que surgiu a ideia de fazer uma série fora dos padrões convencionais, e ainda protagonizada com personagens do The Sims.

Rao: A ideia de GITH foi inspirada num anime, por volta de 10 anos atrás, chamado Love Hina. Depois de um tempo, eu fiquei fissurado em filmes feitos a partir de jogos, aí eu comprei um computador novo, instalei The Sims 4 e comecei a transformar em série a história que já tinha na minha mente.

CR: Construir uma personagem não é algo fácil. Você tem que criar um background pra ela. As ideias de roupas, linguajar, personalidade… Você teve alguma referência para criar?

Rao: A maioria das personagens de Girls in The House são personagens inspiradas em mim mesmo, são personalidades minhas transformadas em personagens. A Duny, por exemplo, tem a audácia de falar as coisas assim tão rápido… E é uma coisa que eu não faço normalmente, eu criei uma personagem que tem essa coragem. A Alex tem problemas de relacionamento, e isso faz parte da minha personalidade.

CR: Tá, e o plot de três amigas numa pensão veio de alguma situação da vida real?

Rao: A história da pensão veio justamente do Love Hina, cinco garotas que moravam numa pensão, a partir daí fiz uma versão. O plot gira em torno delas trabalhando na pensão, mas tem os subplots de mistério, romance que eu gosto muito e os barracos, claro, que não podem faltar.

CR: E o mais surpreendente, é você que faz as vozes de todas as personagens, não é mesmo? E ainda canta as músicas!

Rao: Todo mundo fica muito assim “Cara não é possível, como você consegue fazer esses timbres de voz?”, e eu sempre explico que quando eu era pequeno eu brincava muito sozinho. E as minhas brincadeiras eram histórias, eu viajava legal e interpretava os personagens, eu já sabia fazer esses tipos de vozes antes, não foi algo que comecei a fazer agora…

CR: E o processo de criação? Você costuma a passar quantas horas produzindo um episódio?

Rao: Quando eu começo a escrever o roteiro é fácil, na verdade depende do dia. Geralmente são trabalhosos já que são personagens de jeitos distintos e eu gosto de colocar situações em que a gente conhece cada vez mais as personagens, sempre trago uma coisa nova. Então para mim esse processo de escrever é muito importante e as vezes eu até demoro mais tempo para A IDEIA chegar.

CR: E se o jogo da ‘bugar’, como faz?

Rao: Aconteceu dias atrás que o jogo não queria abrir de jeito algum. O The Sims 4 permite que os personagens sejam compartilhados para qualquer pessoa, mais os meus não são compartilhados por isso eu fiquei com medo de perde-los. Mas eu já coloquei todos na galeria disfarçados – eu não podia estar falando isso HAHAHA. Mas em relação a perder os personagens eu to mais tranquilo porque eles estão salvos, e se o jogo ‘bugar’ eu reinstalo.

CR: Agora sobre as personagens da série. Quem assistiu aos últimos episódios está se corroendo para saber sobre esse mistério da season finale. Alguma personagem vai morrer? Você pode revelar?

Rao: Então posso revelar esse spoiler sim! Vai ter morte na season finale… Na verdade, eu gosto muito de humor negro e misturar todos esses elementos agora no final foi maravilhoso. Eu escrevi vários plots twists que são reviravoltas que o pessoal vai pirar!

CR: As reviravoltas já tem datas para acontecerem?

Rao: Os twists são agora para o final da segunda temporada e encerramento dos mistérios, eu gosto de iniciar cada temporada com um ar novo, entendeu… Com ar renovado e com novos mistérios. Então quase todos mistérios dessa temporada serão encerrados nessa temporada.

CR: E a segunda temporada já está no fim, a terceira já tem o roteiro escrito? Ou você costuma a pensar conforme o público pede?

Rao: Geralmente eu escrevo um resumo dos episódios antes, porque já aconteceu de eu ter ideias depois de finalizar um roteiro, no meio do processo de gravação, “talvez isso seja engraçado”. Bom, geralmente é um resumão e depois eu desenvolvo as falas. A terceira temporada já tem um sumário quase pronto, eu já sei como ela vai encerrar. A próxima temporada, aliás, é um encerramento de ciclo. Eu gosto de fazer minhas histórias em ciclos, esse ciclo de Girls in The House encerra na terceira temporada e depois inicia o outro. Que eu não sei quantas temporadas vai durar, mas pelo menos esse ciclo encerra na terceira. A próxima, a quarta que vai ter, irei começar coisas novas.

CR: Alguma previsão de estreia?

Rao: A terceira temporada começa em outubro, mas não sei a data exata.

CR: E não podemos esquecer o sucesso de Disk Duny, o spin off da loira mais engraçada. Spin-off das outras personagens, você não cogita?

Rao: A Duny ficou muito popular e eu gostei de individualiza-la, porque ela tem aquele público que a admira muito. Mas Disk Duny é mais uma propaganda pra Girls in The House mesmo, eu sempre disse que as personagens funcionam juntas tem muita história pra ser contada. Eu acho que se tiver algo da Duny separado será algo curto.

Rao: TALVEZ, cogitei isso agora, uma série separada que eu faria seria com a Bonanza.

CR: Era exatamente minha próxima pergunta. A Bonanza volta?

Rao: Volta! Volta na terceira temporada com certeza!

CR: A sua rotina mudou muito desde que Girls in The House estourou?

Rao: Quando eu comecei a fazer Girls in The House eu não fazia faculdade nem trabalhava, então os episódios saiam semanalmente foi uma beleza. Mas, assim que começou a segunda temporada eu comecei a estudar e tive que me dedicar um monte, isso causou uma grande demora na produção dos episódios. E ainda eu comecei a trabalhar, o que deixou tudo ainda mais apertado. Mas isso vai mudar, porque a partir de semana que vem GITH será meu único trabalho.

CR: Mudando um pouco de tom, hoje em dia as apropriações de conteúdos na internet rolam soltas. E, você já foi vítima disso, como que você lida?

Rao: É frustante, porque todo o processo é bem dedicado. Eu coloco no YouTube pela possibilidade de criação de renda e de público. Então quando acontece esse tipo de desvio por conta das ‘repostagens’ sem autorização fica defasado. É bom pela exposição, porém não gera lucro, não traz o público pro canal já que muitas vezes não tem o link de origem e muitos não sabem de onde vem. Esse tipo de prática não traz o que eu busco fazendo a produção.

CR: E para encerrar a entrevista mais duas perguntas:
A primeira: Quem você convidaria para um Cafezinho?

Rao: Qualquer pessoa do mundo? Qualquer uma… Então, eu fico entre a Jennifer Lawrence e Iggy Azalea. Eu gosto muito delas, o jeito da Jennifer Lawrence é maravilhosa eu sempre quis ser amigo. Por mais que eu tenha uma conexão espiritual com a Lindsey Lohan, eu convidaria uma das duas.

CR: E a última, em que Cafezinho você colocaria sal?

Rao: Como assim gente? Tanta gente… Pode ser um tipo de pessoa? pode sim! Então, eu acho o tipo de pessoa que se mete muito na vida das outras. Eu acho que quando uma pessoa se mete muito é porque ela tem que cuidar da própria vida. Então acho que esse tipo de pessoa merece um salzinho no café pra acordar.

Para acessar a fan page da série, clique aqui

Você pode escutar a conversa completa aqui:

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