Álbuns de Beyoncé, David Bowie e Chance the Rapper são os melhores do ano, afirma Rolling Stone

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Uma das mais importantes publicações da música mundial, Rolling Stone, divulgou a já tradicional lista dos 50 melhores álbuns do ano. Na edição de 2016, o álbum que aparece no topo da lista é Lemonade, de Beyoncé. Seguido de Blackstar, de David Bowie e Coloring Book, de Chance the Rapper.

Rolling Stone: 50 melhores álbuns de 2016

Confira:

Conforme os críticos da Rolling Stone, Beyoncé não deu chance aos outros artistas com essa obra prima de alma flamejante:

lemonade

“A rainha não só fez o álbum do ano (e não se engane, David Bowie teria sido o primeiro a dizê-lo), ela entregou um álbum confessional, que mastiga o ‘padrão’ de gênero, que nota-se ser tão grande quanto inúmeras vidas, mas que, ainda assim, é uma dor íntima, e por isso reflete o seu retrato de uma nação em chamas. Ela lançou Lemonade como uma surpresa de sábado à noite, depois de seu especial na HBO, e moveu-se em cada estilo da música Americana, do country (Daddy Lessons) para blues-metal (Don’t Hurt Yourself) dos salões de dança de Vegas (Hold Up) para o hip-hop feminista (Sorry). Mesmo em All Night como uma resolução ambígua, este é um álbum inteiro sobre dor – e justamente por isso que virou um hit depois das eleições. Beyoncé fala sobre como é sentir-se vendido pelo amado – ou por uma nação – que te enganou em sentir-se segura, como é se libertar de uma casa construída sobre mentiras. A dúvida de saber se ela está cantando sobre Jay Z é questionável porque, infelizmente, na verdade ele é sobre todos nós. Mas graças ao poder musical de Bey, Lemonade foi uma sinal de esperança em meio a todos os destroços emocionais e políticos. Cinzas às cinzas. Poeira às amantes. E ai de qualquer tolo que tente interromper seu avanço.” R.S.

Em segundo lugar do pódio vem David Bowie, com o álbum Blackstar. No início desse ano o cantor britânico faleceu devido a um câncer no fígado:

blackstar

“Nunca existiu um adeus musical como Blackstar: O Cracked Actor [referência a uma cinebiografia de Bowie] salvou sua performance mais corajosa e audaciosa para o ato final. David Bowie apareceu em seu aniversário de 69 anos para liberar, de surpresa, uma obra-prima, deixou todos surpresos pela complexidade de sua música e, em seguida, deslizou para o céu. Quase um ano depois, Blackstar ainda levanta novos mistérios a cada escuta. Desde o início, este foi um dos álbuns mais aventureiros do Starman, estendendo-se em baladas de espaço jazzístico como Lazarus ou como o título épico de dez minutos. (O produtor Tony Visconti revelou que Bowie estava tomando novas inspirações de artistas como Kendrick Lamar e D’Angelo). Mas, demorou a morte de Bowie para revelar Blackstar como sua ruminação sobre a mortalidade – angustiado, agridoce, triste, recusando ceder à compaixão por si, mesmo enquanto cantava sua palavra final apaixonada, “I Can’t Give Everything Away”, uma música tão comovente quanto Heroes. Depois de um período de 50 anos de um rock & roll intelectual, David Bowie ainda não estava ficando sem maneiras de chocar as pessoas. Droga. Blackstar continua a ser uma inspiração – e um desafio – para todos nós.” R.S.

O terceiro melhor álbum, conforme a Rolling Stone, é Coloring Book, de Chance the Rapper. Para a publicação, o álbum traz abordagens políticas polêmicas que não devem ser esquecidas:

coloring-book

“O álbum de hip-hop mais rebuscado do ano teve uma visão tão radiante quanto sua arte de capa de céu rosa. A terceira ‘mixtape’ de Chance the Rapper combina política radical e elevação celestial para criar um som que afirma a vida e que se recusa a fugir das duras realidades. Ele usa os sons otimistas e alegres dos coros evangélicos para trilhar suas esperanças, medos e bênçãos, dando praticamente a tudo um tom espiritual: “Eu não faço canções de graça, faço-as pela liberdade”, ele bate em Blessings. “O álbum explode com entusiasmo, Chance abraça tanto a matemática da velha escola e como as voltas melódicas imprevisíveis das novidades. Um disparo elétrico de Chicago, as contagiantes canções de Chance misturam a sua fé, uma cidade em crise, sua nova filha e a luta única de ser o mais famoso músico sem assinatura do mundo: “If one more label try to stop me, it’s gon’ be some dreadhead niggas in your lobby” [trecho da música No Problem, a qual Chance avisa se tentarem pará-lo, alguns de seus parceiros vão aparecer no seu escritório], ele bate com a força de alguém que já é vencedor.” C.W.

A lista da Rolling Stone continua da seguinte forma:

Teens of Denial, de Car Seat Headrest
Blonde, de Frank Ocean
A Moon Shaped Pool, de Radiohead
Blue & Lonesome, de Rolling Stones
The Life of Pablo, de Kanye West
You Want It Darker, de Leonard Cohen
10º Jeffery, de Young Thug

Para ler todas as críticas e ver a lista completa, clique aqui

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