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Os 100 anos do jazz de Ella Fitzgerald

Mesmo tendo falecido há 21 anos, Ella Fitzgerald deve sempre ser lembrada. Principalmente hoje, data em que comemoramos 100 anos de seu nascimento.

Falar de Ella, para mim, é sempre sinônimo de deleite. Me faz lembrar da primeira vez em que citei seu nome, numa resenha publicada na revista da escola onde estudei.

A voz de Ella, que era forte e suave ao mesmo tempo, está sempre presente nas playlists de amantes da boa música. Sua musicalidade marota e inata é ornamentada pelo seu fraseado inconfundível que, unido ao seu jazz improvisado (usando a técnica do “scatsinging“), fizeram dela a “Primeira-dama da música”.

Ella Fitzgerald e Marilyn Monroe, que ajudou a cantora a entrar nas casas noturnas até então exclusivamente frequentadas por brancos

Embora tenha sido uma das primeiras intérpretes afro-americanas a poder se apresentar livremente em clubes destinados ao público branco, Ella sofreu muito preconceito da crítica especializada e dos fãs mais ferrenhos do jazz, que diziam que ela era “pop demais” e “fraca”, se comparada às suas antecessoras. Isso não impediu que ela se transformasse em um dos maiores fenômenos da história da música, gravando mais de 70 discos e sendo a primeira negra a levar para casa uma estatueta do Grammy, em 1958.

Seja cantando sucessos da Broadway, no impromptu ou nos songbooks onde cantava standards de Cole Porter a Tom Jobim, Ella era ovacionada. E com razão.

Viva o jazz! Viva Ella!

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