'American Gods' e a cena de sexo gay mais explícita da história da TV

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O terceiro episódio da primeira temporada de American Gods estava sendo esperado com muita expectativa pelo público. Não porque a trama teria alguma revelação importante, um plot twist absurdo ou a morte de algum protagonista, mas por conta de uma cena de sexo gay descrita como “a mais explícita da história da televisão”.

Jornalistas de alguns dos veículos mais importantes do mundo tiveram acesso aos episódios antes da estreia (para escrever suas críticas) e já haviam alertado há pouco menos de um mês no Twitter sobre esse acontecimento:

“Entre outros méritos, ‘American Gods’ tem a cena mais quente de sexo gay que eu já vi na TV desde ‘Sense8’, ou talvez desde sempre. Fez as palmas das minhas mãos suarem.”

“American Gods tem a cena mais quente e explícita de sexo gay já exibida numa série mainstream, então prepare-se para o terceiro episódio”

A cena em questão envolve um personagem que mal tinha aparecido anteriormente na história e outro que fez sua estreia na série. Ambos são imigrantes do Oriente Médio, fato que torna a situação ainda mais provocante para a atual situação política dos EUA e serve como pretexto para os aproximar instantaneamente.

Sem dar muitos detalhes e não transformar este texto num conteúdo impróprio para menores, um dos maiores méritos da ação é justamente sua aproximação da realidade. A cena foge dos clichês e da pornografia irreal e mostra uma relação sexual entre duas pessoas do mesmo sexo exatamente como ela é (com direito a nudez frontal e tudo).

Obras que contém esse tipo de conteúdo costumam fantasiar um pouco as coisas, isso quando dão qualquer espaço para a intimidade entre seus personagens LGBT, mas a série acerta ao contrapor sua extravagância natural – e que não teria como abandonar tratando-se de um programa sobre deuses superpoderosos – com a vulnerabilidade que tal momento pede.

Outras produções, como Looking da HBO, já haviam abordado as dificuldades e peculiaridades da situação em comparação ao sexo heterossexual, mas American Gods não é voltada para o público gay e nem tem seus dramas como trama principal, o que se torna mais um motivo de celebração pela honestidade mostrada na cena.

O momento era tão importante que o canal Starz, onde a série é exibida nos EUA, reuniu parte da imprensa para uma exibição prévia do episódio, com direito a uma conversa com os atores, os produtores e o romancista Neil Gaiman, autor do livro em que o programa é baseado.

O site Pride foi um dos veículos presentes e registrou a opinião de Mousa Kraish, ator envolvido na cena, sobre o furor causado antes mesmo dela ir ao ar. “Chamá-la de pornográfica é diminui-la. Não é sobre ‘nossa, eu estou assistindo dois homens transando’, mas é ‘nossa, essas duas pessoas estão claramente apaixonadas uma pela outra!'”. Ele, que é heterossexual, frisa também a importância da representatividade de sua origem étnica. “Ver dois homens do Oriente Médio sendo representados dessa forma, com humor e amor e alegria, levou 11 anos para que eu alcançasse isso. E eu quero ver mais.”

O autor Neil Gaiman deixou claro que não se arrepende sobre o conteúdo da obra original, que descreve de forma ainda mais explícita o encontro entre os dois personagens no quarto de hotel. “É um livro sobre imigrantes, sobre todo tipo de cultura, todo tipo de gente. Obviamente vão ter personagens LGBT porque há personagens LGBT na minha vida, na minha família e entre meus amigos. Eu vou colocar as histórias de todas as culturas que eu puder, porque elas são parte da América“.

E nós agradecemos.

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