Hollywood e representatividade: As crônicas da população LGBTQI+

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Games of Thrones, Once Upon A Time, The 100 e, recentemente, American Gods são alguns dos exemplos de séries hollywoodianas que possuem tramas homossexuais inseridas na história. Entretanto, exibir dramas LGBTQI+ sem profundidade e permeando apenas o raso da história não é o suficiente, dada a relevância e a importância desta pauta.

Hoje, ainda, existem ao redor do mundo muitos países com altos índices de crimes contra a população LGTQI+, mesmo em países onde ser da comunidade não é considerado ilegal. O Brasil é um exemplo claro deste caso, pois, mesmo sendo assegurado na legislação os direitos iguais a todos os brasileiros independente de suas questões sexuais, ele se mantém como um dos países líderes no ranking de mais violentos e cruéis à população LGBTQI+. São aspectos sócio-políticos como este que revelam a importância de falar sobre o tema.

Retornando aos exemplos de entretenimento, American Horror Story: Asylum, Orange Is The New Black, Sense8 e Orphan Black são exemplos de diferença. A complexidade dos personagens LGBTQI+ são apresentadas de formas fidedignas, mantendo-se distantes do simples ato sexual, da curiosidade do espectador em ver dois artistas do mesmo sexo se esfregando na tela. As produções citadas como exemplos exibem como a vida LGBTQI+ pode ser retratada da mesma forma que a heterossexual, indiferente da orientação sexual os personagens são tratados como pessoas.

American Horror Story, em sua segunda temporada, apresentou ao mundo a história de uma de suas personagens principais: a jornalista Lana. Ela vivenciou o horror na carne e na alma por ser homossexual nos auges dos anos 60, sendo submetida a processos de “cura” espirituais e psiquiátricas sem o seu consentimento.

E o que dizer de Sense8 que apresenta a história de Nomi, uma mulher transexual, mergulhando em seus dramas e potencialidades? O mesmo em Orphan Black e Orange Is The New Black, com o estrelado de personagens lésbicas.

Cosima , assim como suas inúmeras irmãs, é fruto de um experimento genético. Mais que isso, ela é uma notável cientista.

O que AHS: Asylum, Sens8, Orphan Black e Orange Is The New Black tem em comum, é que seus personagens LGBTQI+ são vitais para o desenrolar da série, porém não por esta característica. Mas, por serem inteligentes, perspicazes, estrategistas, curiosos, fortes, enfim: complexos como todo ser humano.

Nomi, uma mulher transexual e lésbica, é uma hacker e ativista que compõe o grupo de Sense8.

Recentemente American Gods, após a exibição de seu terceiro episódio, tornou-se auge de notícias e comentários por exibir “a cena mais explícita de sexo entre homens na televisão”. Ok, muito bem. Mas é isso que a população LGBTQI+ tem de mais impactante: o modo como copulam?

Como parte desta população digo que não. O sexo não é menos importante que tantas outras coisas, mas ele não pode ser utilizado como mainstream para comprar espectadores. Queremos ver mais Lanas, mais Cosimas, mais Nomis, mais Pippers. Queremos ser mocinhos e mocinhas, vilões, pivôs. Queremos salvar o mundo, queremos descobrir o mundo, queremos nos ver exibindo toda a complexidade de ser o que somos: seres humanos.

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Do Freud ao Pop.
Paulista radicado em São Paulo. 23 invernos de vida. Dizem que sou de Leão, mas o quanto disso importa quando Beyoncé é a minha religião. Amém Beysus! Psicólogo apaixonado por Cultura Pop. Viciado por livros e séries.