Katy Perry adiciona pitadas de politização em "Bon Appétit"

Katy Perry - Bon Appetit
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Bon Appétit, o novo single de Katy Perry, é maravilhoso. É verdade que a música não é uma daquelas chiclete, algo que era lançado pela cantora até Prism. Mas isso não torna o novo lançamento da cantora norte-americana menos relevante, pelo contrário revela uma imbricada na carreira por terrenos ainda não explorados.

A era do K4, inaugurada com Chained to the Rhtythm, apresentou uma abertura para críticas políticas. Talvez, não seja novo em sua vida pessoal considerando o recente prêmio recebido pela artista por seu apoio à comunidade LGBTQI+, bem como, pelo seu envolvimento com causas humanitárias.

Katy Perry e os presos no ritmo da alienação
 

Bon Appétit é como um daqueles pratos que se você não está familiarizado com os ingredientes que os compõe passam despercebidos. Na música estes ingredientes são as críticas políticas presentes no videoclipe, lançado pouco depois da música. Para quem está “chained to the rhythm” dirá que o clipe é apenas mais uma produção pop da indústria fonográfica americana. Mas, aos apreciadores do debate político, Bon Appépit tem tudo para ser uma iguaria.

Podemos encaixar o teor político do vídeo a diversas discussões, como a superficialidade da indústria fonográfica, a erotização das mulheres neste mesmo espaço, assim como aos padrões e estereótipos que acabam tornando-se lentes e perspectivas a grande massa – nós mesmos.

O clipe que acaba de modo inesperado, com Katy Perry virando o jogo e controlando as pessoas é tão paradoxal como a nova postura da artista. Afinal, ela continua fazendo pop com todo a pegada “teenage” e, ainda assim, adiciona uma pitada politizada. Fica aí uma abertura para conspirações, teorias ou identificações.

A grande questão é saber se os artistas continuarão em suas jornadas para conteúdos cada vez mais politizados. Algo que não é novo nesta indústria e, por isso, se faz pensar sobre. As últimas eleições presidenciais evidenciaram o interesse político pela classe de artistas. O que não é ruim e pode ser uma alavanca para melhorar o que de produz e se comercializa enquanto entretenimento.

Chega de papo, sente-se aprecie a nova iguaria de Katy e Bon Appétit!

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Do Freud ao Pop.
Paulista radicado em São Paulo. 23 invernos de vida. Dizem que sou de Leão, mas o quanto disso importa quando Beyoncé é a minha religião. Amém Beysus! Psicólogo apaixonado por Cultura Pop. Viciado por livros e séries.