Artistas LGBTQI+ chegam na grande mídia e criam seu próprio legado

Pabllo Vittar Nega
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Pabllo Vittar e companhia invadiram a mídia e todas as plataformas da indústria fonográfica. A Pabllo, por exemplo, é a primeira cantora drag brasileira a alcançar a grande massa, ela possui o videoclipe mais visto do nicho – ultrapassando marcas da RuPaul, por exemplo – e faz parte da equipe do programa Amor e Sexo, da Rede Globo. Novos tempos de representatividade chegaram. E se para você ainda é um incomodo ver drags, trans e outros gêneros nos canais de mídia, precisamos dizer que o século XXI vai se difícil para você.

É inquestionável que movimento LGBTQI+ não começou hoje, na verdade, os seus expoentes se renovam nas gerações. Em nossa geração, com a possibilidade de inserção de pessoas LGBTQI+ no espaço democrático que lhe são de direito, junto à meios de comunicação de massa, é possível que agora a arte e a voz antes escondidas em guetos ascendam a nação: de norte a sul.

Diferentemente de artistas homossexuais ou bissexuais cis gêneros, que podem muitas vezes ocultar suas questões sexuais pela impossibilidade de assumi-las enquanto seguem na busca de uma consolidação profissional, drags e transgêneros não podem ser esconder. Suas questões são nítidas e, por consequência, sofrem a imediata resistência por parte da grande massa e são essas as questões que tornam qualquer conquista na indústria digna de comemoração.

O mais belo de tudo é que a Pabllo Vittar e Gloria Groove, por exemplo, trazem em suas performances tudo o que é esperado de uma popstar. Ambas possuem além de talento, a singularidade e perspicácia que a indústria obriga todos artistas a terem. Além disso, os seus álbuns de lançamento trazem um conteúdo sólido. Resultado dessa combinação? Vimos e ouvimos suas produções invadirem o carnaval brasileiro, época de competitividade entre os cantores nacionais.

E ressaltamos, o legado que se forma tem grande contribuição dos artistas do passado que nadaram contra uma correnteza muito mais dura. As questões LGBTQI+ estão cada vez mais estampadas e o fato nos permite discutir e refletir sobre pontos ainda vergonhosos, como a humilhação, violência e discriminação.

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Do Freud ao Pop.
Paulista radicado em São Paulo. 23 invernos de vida. Dizem que sou de Leão, mas o quanto disso importa quando Beyoncé é a minha religião. Amém Beysus! Psicólogo apaixonado por Cultura Pop. Viciado por livros e séries.