'The 100' não é apenas uma série sobre o fim da raça humana

The 100
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Imagine a seguinte situação: O Planeta Terra está prestes a derreter em chamas e você só pode salvar as pessoas com as quais se importa. Entretanto, lembre-se existem outras pessoas que não poderão ser salvas, caso você escolha os seus. A existência humana está em xeque e o que você faria? Cinco segundos pra decidir…

Se essa situação hipotética foi difícil para você, imagine para Clarke, um dos personagens de The 100, que passa exatamente por essa situação. Próximo do encerramento da quarta temporada, a trama só tem melhorado a cada episódio e não tem poupado nem os personagens centrais, tratando todos como seres-humanos em meio a uma guerra.

Aliás, The 100, de certa forma, faz críticas sociais ao apontar a responsabilidade que temos diante de nossas empreitadas tecnológicas, assim como acontece em Hunger Games, Maze Runner e Divergent. Porém diferente dos filmes – que têm seus tempos reduzidos -, The 100 consegue mergulhar no âmago da complexidade de seus personagens e apresentar seus dramas e dúvidas ao longo dos episódios.

O ponto alto de The 100 é focar nas consequências que as grandes guerras e as crises humanitárias causam na sociedade.

Quem acompanha a série desde o início nota a evolução dos personagens. Destaco a bad ass Octavia que iniciou sua trajetória de forma tímida e que agora apresenta uma personalidade forte e respeitada pelos clãs existentes na Terra. E a representação feminina é mais um ponto forte em The 100. A série abre caminho central às mulheres durante a história e as personagens conseguem crescer a cada episódio. Clarke, a articuladora, Octavia, a guerreira, Indra, a sobrevivente, Raven, o cérebro, Abby, a filantrópica. A presença de cada uma é elementar e vital à história.

Outro destaque é que mesmo em meio a guerra, não há espaço para preconceitos retrógrados. Prova que um dos personagens, que atua no campo de segurança semelhante ao exército, é homossexual e todos estão muito bem com isso.

The 100 também apresenta de forma sagaz a máxima que ‘tudo é válido se for para sobreviver‘. O assunto é levantado de tal forma que os jovens protagonistas forçam-se a lembrar que os outros clãs – metáfora para outras nações – são tão humanos quanto eles. A crítica também se estenda ao conservadorismo e ao nacionalismo, ideias que estão se tornando cada vez mais presentes na nossa sociedade.

Com toda essa pluralidade, The 100 apresenta o encerramento da quarta temporada. Vamos ficar de olhos bem abertos para acompanhar o que Jason Rothenberg, desenvolvedor da série, guarda na manga.

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Do Freud ao Pop. Paulista radicado em São Paulo. 23 invernos de vida. Dizem que sou de Leão, mas o quanto disso importa quando Beyoncé é a minha religião. Amém Beysus! Psicólogo apaixonado por Cultura Pop. Viciado por livros e séries.