'Mulher-Maravilha' talvez seja o primeiro filme de super-herói que você vá ver na vida

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Se você gosta de cinema – e mesmo que não seja um grande fã de longas baseados em personagens de quadrinhos – muito provavelmente já deve ter assistido a qualquer filme de super-herói. Ou qualquer filme que se denomina deste gênero mas que não se encaixa propriamente nele.

Sim, hoje em dia as salas de cinema estão cheias de produções que teoricamente tratam destes seres superpoderosos protetores da humanidade, mas na prática a essência do que essas criaturas ficcionais representam para a nossa espécie nunca é muito bem traduzida.

Sabe aquele clima até meio infantil das HQs ou dos desenhos animados, em que o bem e o mal são claramente definidos e que os protagonistas são praticamente divindades sendo adoradas? Então, isso não tem sido retratado na telona ultimamente. Mas aí chegou o filme da Mulher-Maravilha.

Os heróis da DC sempre tiveram essa aura “superior”, que contrasta ao que os personagens da Marvel costumam representar (num clima mais gente como a gente), e talvez por isso a casa do Superman e do Batman tenha sofrido um pouquinho pra conquistar o público nos últimos lançamentos, justamente por conta da vibe meio intocável deles.

Mulher-Maravilha mantém isso, exatamente como deve ser, sem mudar o cerne da amazona, mas é uma lição de como desenvolver tal conceito de uma forma que facilite essa identificação, e muito disso se deve à própria personagem que, apesar de ser a única “divindade” real dentre seus colegas de trabalho, tem características específicas que a destacam em meio a todo esse universo distante.

A produção se beneficia dos clichês ao refletir a pureza dos super-heróis na inocência da protagonista, nos levando a uma jornada de conhecimento e amadurecimento ao decorrer de mais de duas horas. Ao final, a sensação é de que assistimos a um episódio muito bom do nosso desenho preferido, o que é fantástico.

O longa funciona sozinho, sem depender de nenhum outro do mesmo universo estendido, sem ganchos para continuações, sem easter eggs desnecessários e sem preocupação em transformar a trama em algo maior do que precisa ser, o que só ajuda a reforçar a ideia.

Nos quesitos técnicos, o carisma incontestável de Gal Gadot é um ingrediente extra, assim como a delicadeza da diretora Patty Jenkins, que comanda com maestria o maior orçamento já dado para uma mulher na história do cinema. A origem da personagem não podia estar em melhores mãos, parece até que toda a demora para que a guerreira protagonizasse um longa próprio fosse pela espera dessas duas.

Para quem faz parte da nova geração de espectadores, essa vai ser a primeira experiência de um filme de super-herói de verdade, com tudo o que esse tipo de personagem deveria representar desde sempre. Para os mais velhos, a semelhança proposital ao Superman de Christopher Reeve logo virá à mente, o que é mais um ponto positivo dentre tantos outros.

De uma forma ou de outra, o consenso é de que o resultado mostrado na tela é satisfatório. Além de toda a importância da representatividade feminina, Mulher-Maravilha é um excelente filme de super-herói, independentemente do gênero sexual atribuído a ele. É divertido, é necessário, é significativo e é também acima da média. Tomara que seu sucesso leve a outras produções na mesma linha, onde a genuinidade seja mais relevante do que a opulência exacerbada.

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