Oito livros que são clássicos do terror - na literatura e no cinema

O exorcista
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Os tempos são bons para os fãs de terror. Além de produções inovadoras que não param de chegar aos cinemas (de franquias aparentemente inesgotáveis, como Invocação do Mal e seus derivados; a boas surpresas, como o elogiado Fragmentado; passando até pelo cinema brasileiro, que surpreendeu com O Rastro), a Universal anunciou a criação de todo um universo cinematográfico baseado em seus principais monstros, como a Múmia, Frankenstein e Dr. Jekyll e Mr. Hyde. A nova franquia, batizada de Dark Universe, chegou aos cinemas no dia 8 de junho, com A Múmia, protagonizado por Tom Cruise. No filme, que tem direção de Alex Kurtzman e roteiro de Jon Spaihts, uma rainha (interpretada por Sofia Boutella) é sepultada em segurança no deserto, mas acorda nos dias atuais e volta para se vingar pelo destino que lhe foi roubado. Cruise é o personagem que sobrevive ao despertar da múmia, e agora tenta descobrir os segredos para derrotá-la.

O próximo longa da franquia será A Noiva de Frankenstein, com direção de Bill Condon e Javier Bardem no papel do monstro. A sinopse oficial fala que o filme será “a história de uma mulher moderna em um conto clássico” – a atriz ainda não foi confirmada. A produção estreia em 14 de fevereiro de 2019. Além deles, estão na franquia Johnny Depp, no papel do Homem Invisível; e Russel Crowe, como Dr. Jekyll. Tudo indica que o personagem de Crowe servirá como conexão entre os filmes: ele faz parte de uma organização chamada Prodigium, que busca encontrar outros monstros pelo mundo.

O fato é que literatura e cinema sempre andam juntos – e no gênero terror essa ligação é bastante evidente: todas as criaturas que vão estrelar o tal Dark Universe da Universal tiveram sua origem em livros que se tornaram clássicos – e outros livros, como Exorcismo e Psicose, tornaram-se célebres justamente por meio de suas adaptações cinematográficas. Para quem é fã de filmes de terror, investir nessa lista de leituras pode valer a pena – até mesmo para se preparar para os filmes que vem por aí:

A Múmia – ou Ramsés, o Maldito

Existem dezenas de histórias a respeito de múmias que voltam do além-túmulo para se vingar por alguma coisa – muitas vezes, simplesmente por ter tido seu sepulcro profanado. As lendas têm origem nas próprias escavações em antigas pirâmides egípcias – onde inscrições a respeito de supostas maldições foram encontradas. Mas digite “a múmia” no Google, e uma das primeiras opções vai ser a versão de Anne Ricesim, a rainha dos contos vampíricos também escreveu sobre múmias. Na versão de Rice, Ramsés II não morreu: fez alguém ser enterrado em seu lugar e bebeu um elixir da eternidade, que o permitiu sair vagando pelo mundo.

A Múmia

Frankenstein – ou O Prometeu Moderno

Considerado o primeiro mito dos tempos modernos, o livro de Mary Shelley foi um marco do romance gótico e uma enorme influência para o surgimento da ficção científica. Escrita há 200 anos, a obra surgiu de um desafio entre Shelley, seu marido Percy, John William Polidori e o poeta Lord Byron: cada um deveria escrever um conto de terror – e as criações de Shelley foram o cientista Victor Frankenstein e seu monstro, que mais tarde ganhariam dezenas de adaptações para cinema, TV e até música. Boris Karloff viveu a versão mais famosa do monstro, em 1931. [ah: a coleção Medo Clássico, que aparece aqui, também vai relançar as obras de Braom Stoker e H.P. Lovecraft, então vale ficar de olho]

Frankenstein

Drácula

Uma das maiores obras da literatura mundial de terror, Drácula praticamente inventou a figura do vampiro – pelo menos como a conhecemos nos dias de hoje. Publicado pela primeira vez em 1987, o livro é inovador não só no conteúdo, mas também na forma: a história é toda narrada através de jornais, diários pessoais e, principalmente, cartas, trocadas entre personagens como Jonathan Harker, o viajante que se deparada com acontecimentos sobrenaturais durante uma viagem à Transilvânia; Mina Murray; Lucy Westenra; e o professor Abraham Van Helsing. Foi a semente que deu origem a tantos filmes, peças de teatro, séries televisivas, quadrinhos, animes e, claro, outros livros. Drácula é o vampiro clássico, que não tem reflexo no espelho, pode se transformar em animais e não gosta de alho – nada do charme dos vampiros de Anne Rice ou (ainda bem) do romantismo daqueles de Stephenie Meyer.

Drácula

O Médico e o Monstro

Saindo do terror sobrenatural e entrando no terreno do terror psicológico, Robert Louis Stevenson apresenta a história do respeitado médico escocês Dr. Jekyll, que cria uma droga capaz de libertar nos seres humanos seus aspectos mais primitivos – o “animal” escondido pela educação civilizatória, por assim dizer. No próprio Jekyll, esse animal é Mr. Hyde, que se entrega aos prazeres e a luxúria, usando para isso até mesmo a violência e a força física, se for necessário. Assim como Frankenstein, O Médico e o Monstro segue o estilo cientifista da época vitoriana. O livro influenciou várias obras e personagens que vieram depois dele, até mesmo o icônico Hulk, a versão furiosa do Dr. Banner.

O Médico e o Monstro

O Homem Invisível

Foi no cinema que O Homem Invisível ganhou cara de história de terror – principalmente por causa do ar misterioso e da aparência de certa forma perturbadora assumida pelo personagem principal: justamente por ser, bem, invisível, o homem anda sempre envolto em bandanas, quase como a Múmia citada ali em cima. Originalmente, o livro se encaixa nas categorias ficção científica (seu autor, H.G. Wells, é famoso pelo clássico A Guerra dos Mundos) e até mesmo humor; e também aborda temas como incompreensão e a solidão humana.

O Homem Invisível

A Noite dos Mortos-Vivos

The Walking Dead transformou novamente os zumbis em um fenômeno pop – mas a série talvez nem existisse se George Romero e John Russo não houvessem se juntado, em 1968, para escrever o roteiro de A Noite dos Mortos-Vivos, que influenciou enormemente a história do cinema. O apocalipse zumbi, as criaturas meio mortas, meio vivas, devoradoras de carne humana, e regras como “eles só morrem se você acertar o tiro na cabeça” surgiram a partir deste longa. Games como Resident Evil, filmes como Zumbilândia e até mesmo o clipe de Thriller, de Michael Jackson, devem muito a esse roteiro, adaptado para o formato de romance pelo próprio John Russo.

A Noite dos Mortos-Vivos

Exorcismo

O Exorcista estreou em 1973 e rapidamente ganhou fama de o mais assustador filme de terror já feito até então – até hoje, diriam alguns. Dirigido por William Friedkin, o longa imortalizou cenas clássicas (como aquela em que a protagonista desce as escadas na famosa posição “de aranha”) e influenciou todos as outras produções que tratam da possessão demoníaca. O Exorcista foi inspirado no romance lançado por Willian Peter Blatty dois anos antes – e o romance, por sua vez, foi inspirado na história real de Robert Manheim, um adolescente norte-americano supostamente atormentado por demônios. No livro Exorcismo, o jornalista Thomas B. Allen foca a história original – com a ajuda do diário de um padre jesuíta que auxiliou no exorcismo do menino.

Exorcismo

Psicose

Ed Gein foi um serial killer real: solitário, vivendo em uma localidade rural isolada, Gein teve uma mãe dominadora, gostava de se vestir com roupas femininas, e construiu uma espécie de santuário macabro em homenagem à mãe. O autor Robert Bloch usou algumas dessas características para criar Norman Bates, assassino que antecipou a moda dos serial killers, que explodiu nos cinemas nos anos 1980 e 1990. Quem adaptou Psicose para os cinemas foi o mestre Alfred Hitchcock, criando a versão visual que se tornaria clássica: da cena no chuveiro à inesquecível trilha sonora.

Psicose

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