The Normal Heart: Pelo direito de viver e amar

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Em meio a celebração do mês do orgulho LGBTQ+ é importante se munir de todo conhecimento possível. Uma ótima dica audiovisual de entretenimento é The Normal Heart.

O longa aborda um período difícil e doloroso à comunidade LGBTQ+, pois retrata os momentos iniciais da epidemia de HIV/AIDS nos EUA, durante a década de 80, mostrando como a comunidade se organizou a respeito do problema e como a questão foi tratada pela sociedade.

The Normal Heart oferece um panorama sobre como as pessoas comuns deram estrutura aos movimentos em apoio às causas homossexuais, sobretudo, na década de 80 – período em que já haviam sido realizadas as primeiras marchas do orgulho gay. Ainda é possível visualizar a distinção entre a vida pública daqueles que já haviam assumido publicamente sua sexualidade e os que ainda não se aceitavam nesse ponto. Um recorte importante é atentar-se ao fato de que é retratada a vida de homens, brancos e de classe média, realidade massivamente diferente da de muitas pessoas LGBTQ+.

Diante da perda de um amigo para o “cancêr gay”, Ned Weeks (Mark Ruffalo) une-se Dra. Emma Brookner (Julia Roberts) para tentar mobilizar a comunidade homossexual quanto a uma ação para combater a situação que mostrava-se preocupante. Ned consegue o apoio de alguns amigos e cria uma associação de suporte a comunidade LGBT, buscando, por meio dela, o apoio da imprensa, do governo e de seus próprios integrantes.

Durante o desenrolar da trama são retratadas as descobertas iniciais da medicina a respeito do vírus HIV, denominada até então “peste gay”. Assim como também mostra as ações discriminatórias do governo, marcadas pela falta de apoio e taxação aos homossexuais. Em meio a tudo isso, são contadas histórias de pessoas que descobrem estar infectadas pela doença, abordando como estas lidam com isso junto a suas famílias e amigos.

É levantada de forma sutil uma crítica importante de como a falta de informação e suporte afeta negativamente a vida das pessoas, sobretudo, quando aliadas à discriminação e negligência da sociedade. Temática importante para sociedade brasileira contemporânea, que passa por dois episódios preocupantes: o aumento de número de casos de HIV/AIDS e sífilis na população jovem – em maior número na população homossexual do sexo masculino – e a falta de políticas públicas na educação e na saúde que abordem a sexualidade e as questões LGBTQ+.

The Normal Heart também mostra aspectos mais íntimos e pessoais de seus personagens, como a forte personalidade de Ned, relações amorosas, familiares e de amigos de gays. Tudo isso, por fim, propõe-se a chamar atenção para fato mais importante: pessoas LGBTQ+ são humanas, antes de qualquer coisa, e merecem respeito, afeto e suporte como qualquer outra pessoa.

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Do Freud ao Pop. Paulista radicado em São Paulo. 23 invernos de vida. Dizem que sou de Leão, mas o quanto disso importa quando Beyoncé é a minha religião. Amém Beysus! Psicólogo apaixonado por Cultura Pop. Viciado por livros e séries.