Lady Gaga prova, mais uma vez, que merece estar entre a realeza do pop

TX: Super Bowl LI - Lady Gaga Pepsi Zero Sugar Halftime Show
Anthony Behar/AP Images
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É quase que um consenso geral o quão difícil é para um artista planejar um show que agrade a gregos e troianos e, mesmo assim, fazer com que o espetáculo não decepcione estes por sua pretensão exagerada, seguindo um padrão ideal de alternância entre o seu catálogo de músicas. Isso é exatamente o que Lady Gaga conseguiu fazer com a sua mais nova série de shows que irá rodar o mundo, a Joanne Tour.

Após sua apresentação bombástica no intervalo da 51ª edição do Super Bowl, a cantora deixou os holofotes de lado e focou-se por completo em sua carreira como atriz, gravando o remake do filme A Star Is Born com o ator Bradley Cooper. O que deixou os fãs preocupados quanto a o que a ‘Mãe Monstro’ poderia entregar nos shows de sua já anunciada turnê que promove seu mais recente álbum, Joanne.

A cantora se apresentando no Super Bowl LI.

Até que os primeiros fãs entrassem na Rogers Arena, em Vancouver (Canadá), para a estreia da tour, ninguém sabia como seria o palco ou a estrutura do show. Algo passível de aplausos, já que, nos últimos anos, é quase impossível que um artista consiga surpreender seus fãs sem que nada vaze na internet. Assim que as primeiras fotos foram postadas nas redes sociais, a maioria das pessoas não entendeu muito bem como tudo funcionaria, o que só foi esclarecido quando Gaga subiu ao palco.

São 3 palcos, um principal e dois coadjuvantes, porém, inicialmente, não há nada que os conecte. No palco principal, há um enorme telão que, em vez de estar posicionado atrás da artista, flutua sobre sua cabeça. Além de um estonteante show de luzes LED que fica atrás da banda e diversas plataformas que se elevam e inclinam como se dançassem ao som das músicas. Essas plataformas, aliás, possuem painéis de LED que complementam o telão principal e só aparecem quando elas são elevadas.

No teto da arena foram acopladas algumas estruturas de formato arredondado e cor branca, onde são projetadas diversas imagens durante o decorrer do show, de modo a fazer com que todos os pagantes tenham algo diferente para apreciar. Nessas estruturas, foram escondidas passarelas que, ao descerem do teto, ligam os três palcos. Isso só acontece a partir do terceiro ato do show, mas, desse momento em diante, se torna algo recorrente.

A setlist escolhida por Stefani Germanotta tem seis atos e 26 músicas. Segundo o que pude interpretar, parece haver uma narrativa que dá sentido aos atos. Ela abre o show cantando Diamond Heart, expondo toda a sua inocência, imperfeição e paixão nessa primeira parte do espetáculo, que termina com Perfect Illusion, como se Gaga tivesse uma decepção amorosa e se desse conta de que tudo isso não passava de uma mera ilusão. Durante os outros atos, nós a vemos se autoafirmar como uma mulher forte e independente, curtir a vida, refletir sobre sua carreira, expor suas decepções com a sociedade contemporânea e -desesperadamente- procurar por um novo amor e por suas raízes.

Em cerca de duas horas, ‘Joanne’ (alter-ego da cantora) consegue dar, literalmente, um show digno de admiração. Apesar dos truques de luz, fumaça e espelhos, o que dá vida ao evento é o esforço de Lady Gaga em fazer algo realmente icônico. É visível o seu esmero em deixar tudo perfeito e dar o seu melhor para não decepcionar seus fãs. Ela não é a melhor performer que o mundo já viu, mas, certamente, está entre os melhores que já passaram por esse planeta.

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