Três décadas do momento da sua vida em 'Dirty Dancing'

Dirty Dancing
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Nos anos 1980, a cultura fitness estava super na moda. Havia o Physical da Olivia Newton-John, os tapes de aeróbica da Jane Fonda e em todo lugar era possível enxergar imagens com lycra, collants e polainas ou pranchas de surfe. Não é à toa que parte dos sucessos do cinema hollywoodiano desse período tinham como principais astros e estrelas donos de corpos gregos e ambientações como a da dança. Quem não se lembra dos números de FlashdanceFootloose ou Fama?

Enfim, são muitos os fatores a que podemos atribuir o enorme sucesso do filme Dirty Dancing: Ritmo Quente, que comemora 30 anos em 2017. Com um orçamento de 5 milhões de dólares e um faturamento que passou pelas duas centenas de milhões, é número um na Sessão da Tarde e na memória do público, com certeza. Evocando motes de A Dama e o Vagabundo (1955) e muitos outros filmes que partem do estereótipo “ricos que se apaixonam por pobres” ou vice-versa, o neo-clássico conta a história da adolescente Baby (Jennifer Grey) que, em uma viagem de férias com a família, se apaixona pelo dançarino-atração do resort em que está hospedada, Johnny (Patrick Swayze).

O sedutor Johnny Castle, de Patrick Swayze. Foto: Lionsgate Home Entertainment/Divulgação

Se preparando para entrar no Corpo da Paz (órgão dos Estados Unidos que promove ações para ajudar países “de terceiro mundo”), ela é idealista e obstinada. Certa noite, entrando na área de acesso restrito, observa a festa dos funcionários, guiada por passos de dança envolventes que mostram certa latinidade e uma aura de proibição, já que o ambiente era frequentado pela aristocracia da época (o filme se passa em 1963). Encantada com tudo isso, acaba por se voluntariar para ser a parceira de dança do provocante rapaz na apresentação final de um evento, depois de sua companheira oficial descobrir estar grávida de outro funcionário, que por sua vez flertava com a irmã de Baby.

A talentosa Baby, interpretada por Jennifer Grey. Foto: Lionsgate/Divulgação

Atenta aos sinais, a família da protagonista se mostra contrária à proximidade entre ela e o rapaz, mas Baby não se deixa colocar de lado e se mantém firme, sabendo o que quer. Depois de muito treino e muita prática, a riquinha surpreende a todos, que também se deixam levar pelo ritmo de (I’ve Had) The Time of My Life, numa cena que se tornou memorável.

Não é exagero dizer que, para além da trilha sonora, Dirty Dancing se tornou uma das maiores figuras dos filmes clássicos, superando alguns de seus contemporâneos. Baby vendeu a imagem não da mocinha indefesa, mas de uma feminista que lutou pelo que acreditava. Nos resta saber: teriam Baby e Johnny ficado juntos para sempre ou era apenas uma paixão de verão?

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