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Benjamin Clementine proporciona catarse em disco engajado

O novo disco de Benjamin Clementine pode não agradar a todos, mas, bem… Quem é que agradou?

Em I Tell a Fly, o segundo trabalho do artista que tocava nas ruas de Paris (como os trovadores de antigamente), vocifera de forma melódica as ideias e os pensamentos sobre os problemas que nos assolam mundialmente, como a questão dos refugiados e da guerra da Síria, entre outras de nossas mazelas.

A capa de “I Tell A Fly”. Foto: Divulgação

Desde sua despontada em 2015 e a aclamação da crítica especializada, o rapaz de 1,90 e que porta a elegância de um dândi tem visto sua música ser comparada à de Nina Simone, ao barroco de Anohni e mesmo a David Bowie, o que é um alívio para o consumidor de um som sofisticado que quer sair do perímetro do raio uniformizador que passa pela indústria contemporânea, onde tudo que soa similar é tido como alternativo e vira o novo preto básico.

I Tell A Fly é um retrato deveras pessoal de um artista em busca da compreensão de nossa existência (ele é adepto da filosofia de John Locke, psicologia, entendimento e ideias políticas) que pode não agradar a muita gente, mas que, certamente, é capaz de, por meio de sua sublimidade musical, agregar um número de séquitos.

A divulgação começou pela simbólica Phantom of Aleppoville, onde denuncia as feridas expostas pela questão dos refugiados sírios, fruto da guerra, além do disco tratar com maestria – e na entrelinha – do cenário político atual. Tudo isso transitando com tranquilidade por entre arranjos que remetem aos clássicos e sintetizadores modernos, ornados pela poesia das letras (Benjamin é também poeta) e pela suavidade da sua voz, que mais parece um metal revestido de veludo. Poesia elegante.

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