8 documentários sobre moda essenciais para qualquer fashionista

Mulberry Autumn Winter 2013 - London Fashion Week - Arrivals & Front Row
Dave Benett
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Quem já assistiu ao filme O Diabo Veste Prada sabe muito bem o impacto que a moda tem na vida de toda e qualquer pessoa no mundo, pois todos costumamos nos comunicar com a sociedade na qual vivemos por meio das roupas que usamos. No entanto, há todo um árduo e dramático processo de trabalho por trás dessa cortina de glamour que envolve o mundo da moda. Por isso, resolvemos reunir oito documentários que retratam os diversos lados desse universo, desde seus encantos até os deméritos raramente comentados. Então, vamos lá!

1. Diana Vreeland: The Eye Has To Travel

É impossível falar sobre moda e não citar algumas dezenas de vezes a revista Vogue. O impacto da mais importante publicação do mundo fashion é enorme, porém, poucas pessoas sabem sobre como essa posição foi conquistada. Diana Vreeland assumiu o posto de editora-chefe da Vogue americana em 1961 e revolucionou as páginas da revista com seus editoriais fantásticos e sua inibição em relação ao novo. Foi sob o comando dela que a Vogue tornou-se um símbolo dos sonhos mais luxuoso da maior parte das pessoas, encantando o mundo com seu inovador método para o jornalismo de moda. Além da Vogue, Diana também foi editora de moda da revista Harper’s Bazaar por mais de 20 anos e, com quase setenta anos de idade (em 1971), criou o baile de gala do Metropolitan Museum, mais conhecido como MET Gala. O legado deixado por Vreeland para publicações de moda do mundo inteiro é inegável, principalmente no trabalho de uma de suas sucessoras como editora-chefe da Vogue US, Anna Wintour, e esse é apenas um dos motivos pelos quais os seus feitos devem ser conhecidos.

2. Mcqueen And I

Jogar uma batata na cabeça de Madonna, banir Kanye West de entrar em seus desfiles, ajudar Lady Gaga a lançar “Bad Romance”… Alexander Mcqueen foi como um furacão que passou pela indústria da moda. Baixinho, gordinho e com aparência ingênua, foram poucas as pessoas que notaram seu potencial enquanto o designer ainda era um simples ajudante em uma pequena tecelaria inglesa, Isabella Blow foi uma dessas pessoas. Sua trajetória no mundo da moda foi vertiginosa, com apenas 10 anos de carreira ele já era um dos estilistas mais respeitados do mundo, tendo sido o responsável por ressuscitar a grife francesa Givenchy, Lee Mcqueen entrou para história como uma das figuras mais geniais das passarelas de moda e, ao mesmo tempo, como uma das maiores vítimas da loucura que é esse universo. Esse documentário conta a trajetória dramática de Mcqueen e sua musa/mentora, desde a ascensão do criador da grife de nome homônimo na cena subversiva de Londres, até as mortes de ambos.

3. In Vogue: The Editor’s Eye

Pela segunda vez, Vogue. Como são feitos os editoriais da revista? Quem tem as ideias para as fotos? Quem escolhe os fotógrafos? Como escolher as roupas certas para as modelos? E os designers, qual se encaixa melhor em cada editorial? Essas são perguntas que, provavelmente, já devem ter passado pela sua mente. Pois bem, In Vogue: The Editor’s Eye reúne os mais importantes editores e contribuintes da Vogue americana para uma conversa sobre seus melhores trabalhos, as histórias dos bastidores, as dificuldades em coordenar um ensaio, e muitos outros assuntos que nunca poderiam ser imaginados olhando a versão final da revista. Aqui, temos Anna Wintour, Grace Coddington, Carlyne Cerf De Dudzeele, Vera Wang, Marc Jacobs, Nicolas Ghesquiere, entre outros, explicando como a maneira de pensar de cada editor afeta as edições da revista.

4. Iris

Quem, aos 84 anos de idade, se torna um ícone fashion? A resposta para essa pergunta é única e certeira: Iris Apfel. Americana, nova-iorquina e designer de interiores, a nonagenária viu sua notoriedade aumentar de maneira abrupta ao ser o tema de uma exposição no Metropolitan Museum, a “Rara Avis: Selection from the Iris Barrel Apfel Collection”, em 2005. Até esse momento, Apfel era apenas uma designer de interiores extremamente bem-sucedida, tendo como um dos ápices de sua carreira a redecoração da Casa Branca para a família Kennedy, no início da década de 1960. Suas viagens pelo mundo em busca de ideias únicas para suas decorações a renderam uma coleção surreal de roupas e acessórios de moda. Iris encantou mestres como Karl Lagerfeld e Giorgio Armani com seu modo extravagante e inconfundível de se vestir e o documentário conta toda a sua história até a contemporaneidade, com ênfase no vigor e alegria da senhora de, à época das gravações, 94 anos.

5. The September Issue

Um clássico. A edição de setembro das revistas de moda é sempre a mais importante do ano e, se com “In Vogue: The Editor’s Eye”, nós aprendemos sobre o time de profissionais que faz a Vogue US acontecer, aqui, o diretor R.J. Cutler nos mostra como Anna Wintour, o cérebro da equipe, funciona. O documentário aborda toda a história de Anna e sua rotina diária a frente de uma das maiores publicações do mundo, com uma ajuda de toda a loucura em torno da confecção da edição de setembro de 2007 da Vogue. Nós vemos Anna contando sua história, com suas filhas, brigando com funcionários, na primeira fileira de desfiles de moda, dizendo “não” aos maiores estilistas do mundo… Ou seja, é a versão fatídica de O Diabo Veste Prada. De todos os filmes citados nessa lista, arrisco dizer que este é o mais primordial para qualquer um que deseja entender o mundo da moda.

6. Dior and I

Raf Simons é tido como uma das mais brilhantes mentes entre os novos estilista do mundo da moda. Hoje, Raf é diretor-criativo da grife Calvin Klein, mas, em 2012, ele foi nomeado para o mesmo cargo na casa de alta-costura Dior. O filme aborda exatamente esse período de mudança na vida do designer. Antes acostumado a mandar em sua própria grife, Simons agora teria que trabalhar com um enorme time para conseguir realizar uma coleção que tivesse o seu toque e a cara da Dior. E o melhor, o prazo entre sua contratação e a primeira coleção a ser lançada sobre seu comando era de apenas 8 semanas. Costurando o drama vivido pelo então diretor-criativo com a história de como Christian Dior criou a marca, o documentário consegue nos deixar tão ansiosos quanto Raf em sua jornada para se acostumar ao ambiente de trabalho de uma casa de alta-costura, ao mesmo tempo em que tenta entregar um ótimo trabalho, com um prazo fora do normal.

7. Franca: Chaos and Creation

Como o resto do mundo, a moda passa, nesse momento, por um grande período de transição. Os grandes estilistas, editores, fotógrafos etc. estão passando, pouco a pouco, suas tochas para uma nova geração que pode, ou não, vir a ser tão icônica quanto a deles. Dentre os grandes, está Franca Sozzanni, que foi editora-chefe da Vogue Itália por 27 anos. Quando Franca chegou ao comando da publicação, no final da década de 1980, a Vogue italiana era apenas mais uma revista sobre moda e nada além disso. A então editora-chefe transformou a revista de maneira a quase reinventar a roda. Sozzanni não tinha medo de cutucar feridas da sociedade mundial por meio de seus editoriais, muito pelo contrário, ela pensava neles exatamente com a intenção de levantar discussões. Sob sua alçada, foram lançadas edições históricas da brochura italiana, como a Black Issue (de 2006), uma edição composta inteira e unicamente por modelos negras, como protesto ao racismo recorrente nas passarelas e campanhas de moda. Como a própria se define em uma cena do documentário, Franca não era um gênio por ter um talento extraordinário, mas sim por reconhecer talentos extraordinários.

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8. Jeremy Scott: The People’s Designer

Jeremy Scott é uma figura polêmica e bastante polarizante entre os fashionistas. Geralmente, as pessoas o amam ou odeiam, e quase nunca há um espaço entre esses dois extremos. Parece que com “The People’s Designer”, Scott ganhou, por fim, uma chance de contar a própria versão de sua história e de tentar explicar seu modo de pensar para aqueles que não conseguem entender. Ao mesmo tempo em que suas roupas fazem um massivo sucesso comercial, são extremamente criticadas de maneira negativa pelos críticos de moda. Como viver em um paradigma tão sufocante? Jeremy parece ter aprendido com o tempo essa resposta, sendo o responsável por trazer de volta à vida a grife italiana Moschino e ganhando a admiração de diversas celebridades pela excentricidade única de suas roupas. Uma coisa é certa: amem-o ou odeiem-o, Jeremy Scott está na moda para ficar.

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