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Ex-The Voice, Ayrton Montarroyos une o passado e o presente em disco de estreia

Pegue na sua memória: você deve reconhecer Ayrton Montarroyos pela sua participação na temporada 2015 do The Voice Brasil (Rede Globo), da qual saiu vice-campeão. Entretanto, sua carreira já existia antes do reality, incluindo uma indicação ao Grammy Latino por uma faixa em tributo a Herivelto Martins. Muito jovem e com um repertório bastante vintage, lançou em abril deste ano o seu primeiro álbum – Ayrton Montarroyos – que carrega muito de passado em uma majestosa produção contemporânea, a garantir um brilhante futuro para o pernambucano.

A sensação que se tem ao dar play no disco, lançado pela Perfexx, é a de sinestesia – um cruzamento entre a era de ouro do nosso rádio e a era digital. Ayrton conduz, com simplicidade, um time que faz inveja a muito veterano. Esses veteranos assumem importância no trabalho, uma vez que muitas das faixas são regravações de sucessos na voz de grandes nomes. A escolha do time e do repertório se deram de maneira natural:

Deixei fluir e fui cantando as coisas que queria cantar naquele momento. Cantei as músicas que queria apresentar para o público, mas sobretudo, as canções que eu julgava serem necessárias no meu primeiro trabalho. A ideia de ter sete arranjadores partiu do produtor Thiago Marques Luiz, a quem tenho maior admiração. Arthur Verocai, Diogo Strauzs e outros grandes arranjadores participaram do disco. Sem falar da grande harpista Cristina Braga, do Vitor Araújo e do Vinícius Sarmento (arranjadores e instrumentistas)”.

Foto: Divulgação

Sobre a relação com a música, Ayrton diz: “sempre gostei de música, de escutar atentamente, de me entregar às melodias. Minha família também sempre foi muito musical. Desde muito novo tive o meu primeiro contato com a música através de um disco da Dalva de Oliveira, intérprete que tem a minha devoção“. Criado pela avó e pelas tias, recebeu a influência delas ao interpretar as canções de maneira muito sentimental, com emoção.

Ainda que observemos essa ênfase de um repertório por canções que diferem muito do que domina a música atual, Ayrton aponta: “eu canto música boa e bonita, que eu gosto. As que não gosto não canto. Não existe esse mérito temporal no meu trabalho nem no meu disco. Clássicos são clássicos sempre. Cabe à minha geração dar continuidade a isso“.

Em constante evolução, o cantor garante que, no palco, apresenta uma porção de quem é no dia-a-dia e acrescenta: “Ao contrário do que muitos pensam, o que faço tem muito estudo e ensaio. As coisas não fluem por acaso ou por naturalidade. Tem que ter estudo, empenho e dedicação e ainda assim haverá erros. Nada melhor do que o próximo show para corrigir aquilo que deve ser corrigido“.

Em turnê pelo Brasil, Ayrton Montarroyos apresenta um espetáculo ornamentado com muita lucidez e sem se desconectar por completo do som que fazem seus contemporâneos. “A música popular está no mesmo lugar: na mão do povo“, pontua.

Ouça Ayrton Montarroyos nas plataformas de streaming e no YouTube:

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