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Precisamos falar sobre Cher

Calma! Nós sabemos que o mundo (e, principalmente, o Brasil) anda em chamas nos últimos meses, mas nem só de discussões sobre política vive o homem #ELENÃO e ainda bem, né. Estamos aqui para falar sobre outro assunto que também é muito importante e precisa ser discutido: a importância de Cher para a cultura pop.

2018 tem sido um ano bem agitado para a cantora de 72 anos, ela acaba de lançar o seu 26º álbum de estúdio, o Dancing Queen, que conta somente com versões covers de músicas da banda ABBA. Além disso, Cher estrelou o filme Mamma Mia: Here We Go AgainHere We Go Again Tour – e está prestes a ter uma peça teatral sobre sua vida – The Cher Show – sendo apresentada na Broadway, em Nova Iorque.

Tudo isso está rolando agora, mas já faz por volta de 60 anos que a dona do hit Believe está na indústria do entretenimento e nós achamos sensato lembrar você(s) os porquês dela se manter tão icônica para a cenário pop com a lista abaixo, aproveitem!

1. The Sonny & Cher Comedy Hour

A carreira de Cher começou durante os anos 1960 e, na época, ela era parte de uma dupla de folk-rock com o seu ex-marido, Sonny Bono. Os dois emplacaram um grande hit, I Got You Babe, depois vieram mais alguns sucessos, porém, durante os anos 70 ambos estavam praticamente falidos e esquecidos, fazendo esquetes de comédia em bares pelos Estados Unidos, quando um produtor do canal de TV americano CBS os ofereceu um programa na grade do canal. O The Sonny & Cher Comedy Hour foi um sucesso de público mas durou somente 4 temporadas, devido ao divórcio do casal.

A estadia na televisão foi um dos pontos de virada na carreira de Cher, pois a estabeleceu como ícone da moda, devido aos figurinos e perucas usados por ela, desenhados por Bob Mackie. Depois do término do primeiro programa, a cantora teve um programa solo, o Cher e acabou voltando para mais duas temporadas em parceiria com Sonny no The Sonny & Cher Show.

2. Moonstruck

Todos estamos torcendo bastante para que a Lady Gaga finalmente consiga levar um Oscar para casa, por Nasce Uma Estrela, na cerimônia de premiação do ano que vem e uma das cantoras percussoras a se aventurar no mundo das artes cênicas foi Cher.

Após ter passado um tempo na TV durante os anos 70, ela tentou voltar à sua carreira como cantora mas seus investimentos na música não deram bons retornos nem de público, nem de crítica, então a voz por trás de If I Could Turn Back Time viu no cinema uma alternativa possível. Durante os anos 80, Cher atuou em mais de cinco filmes, dentre eles: Moonstruck (1987), que a rendeu um Oscar na categoria de Melhor Atriz.

Leia também: Idade, consistência e relevância na indústria fonográfica

3. Believe

É só ler o nome que o refrão do single Believe começaa tocar non-stop na nossa cabeça mas o álbum (de mesmo nome) representou um pouco mais do que aparenta para o mundo. Cher tinha 52 anos quando o CD foi lançado, em 1998, e esse novo álbum de inéditas da cantora ajudou bastante a popularizar duas tendências que são extremamente influente atualmente: o europop e o auto-tune.

Sem Believe, nós dificilmente teríamos nomes como Dua Lipa e Selena Gomez hoje em dia. Esse é o single mais bem-sucedido de toda a carreira da cantora, tendo vendido mais de 10 milhões de cópias pelo mundo todo e ocupado a primeira posição do Billboard Hot 100 por 4 semanas, além de também ter ganhado um Grammy na categoria Melhor Canção Dance.

4. Chaz Bono

Cher e seu filho, Chaz Bono. (Photo by Kevin Mazur/WireImage)

Cher acabou sendo vista pelos homens gays como um de seus ícones por sua “mente aberta”, ousadia, excentricidade e liberdade de expressão corporal, mas não acaba por aí. Ela é mãe do ator e ativista político Chaz Bono. Para quem não o conhece, Chaz nasceu com o corpo de uma mulher, lá em 1969, fruto do relacionamento entre Cher e Sonny. Com o passar do tempo, ele passou a se identificar como uma mulher lésbica e, aos 18 anos, contou aos pais.

Ele diz que a primeira reação da mãe foi de choque e um tanto quanto combativa mas que, um ano depois, ela já estava estampando a capa de uma revista se “assumindo” como a orgulhosa mãe de uma filha lésbica. Em 2008, Chaz começou a passar pelo processo de transição do sexo feminino para o masculino e hoje se mostra bastante satisfeito. Cher não vê todo o processo de vida do filho como tabu e fala abertamente sobre o assunto em entrevistas. Ícone LGBT+ de verdade faz assim.

5. EGOT

Cher e seu Oscar de Melhor Atriz, em 1988.

O EGOT é uma sigla que une todos os quatro maiores prêmios de entretenimento americanos: o Emmy, o Grammy, o Oscar e o Tony. Cada um representa uma esfera da indústria, o Emmy trata sobre os acontecimentos da televisão, o Grammy sobre os da música, o Oscar sobre os do cinema e o Tony sobre os do teatro. Quando alguém ganha ao menos 1 prêmio de cada, vai para a lista dos EGOT que, até hoje, conta com 15 vencedores, nomes como: John Legend, Whoopi Goldberg, Audrey Hepburn etc.

Cher já ganhou 5 Grammys, 1 Emmy, 1 Oscar mas ainda falta um Tony Awards para que ela seja a 16ª integrante desa lista. E ganhar esses 3 prêmios está bem longe de ser fácil, tá? Vamos torcer para que com o musical The Cher Show a gente ganhe mais essa artista EGOT!

Ah! E é lenda viva que chama, né?

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