in , ,

Nasce Uma Estrela: Lady Gaga, Bradley Cooper, trilha sonora e Oscar

“Nasce Uma Estrela” está nos cinemas de todo Brasil. Estrelando Lady Gaga que pela primeira vez está em um papel principal de um filme de grande produção, a regravação do clássico está cotado para ser um dos grandes nomes do Oscar 2019.

O lançamento mais aguardado do segundo semestre conta uma história de amor entre Jackson Maine, um artista consagrado com problemas de dependência química, e Ally, uma aspirante que sonha ser uma estrela.

Lady Gaga

Lady Gaga definitivamente surpreende em termos de atuação. Já sabemos que ela é uma artista multitarefa há anos. Ainda sim, é chocante o quanto Gaga consegue transmitir verdade enquanto interpreta Ally. É como se não houvesse um roteiro e ela tornasse os diálogos algo natural. É tão genuíno que em alguns pontos da história, a personagem se assemelha bastante a Gaga e sua carreira.

O lado cantora da diva também dá um show! Durante a narrativa, ela canta de tudo. Jazz, pop, country e até em francês.

É como se o papel tivesse sido feito para ela. A história de Ally e Gaga se cruzam em alguns pontos.

Bradley Cooper

O ator já fez de tudo! A trilogia de “Se Beber Não Case”, “Guerra Infinita”, “Sniper Americano” e outros enormes sucessos de bilheteria fazem parte do currículo de Bradley. Mas dessa vez ele trouxe um tempero diferente.

A direção do longa metragem é feita pelo mesmo. Além disso, ele solta a voz e mostra um lado que muitos não conheciam. Outro artista completo, que ao lado de Gaga, não deixa nada a desejar.

Jack e Ally

A química do casal no filme é inegável. Desde a primeira cena dos dois juntos, já é possível sentir borboletas no estômago. Um dos momentos ápices é “Shallow”, que vamos comentar mais a frente. O primeiro dueto de Bradley e Gaga no filme surpreende na trama.

A Trilha Sonora

A trilha sonora é um show a parte. É recomendado assistir a produção em uma sala IMAX, de alta definição. A captação do filme é feito pela Live Nation (uma das maiores produtoras internacionais de shows). Dessa forma, o áudio ao vivo faz toda diferença. É como se fosse um dos personagens do filme. Ao assistir em alta definição, é possível se sentir no palco com eles. Uma das cenas é gravada no Coachella, então você já pode imaginar a dimensão sonora. Uma experiência bastante fora do comum.

Em “Shallow”, por exemplo, fica impossível não sentir arrepios. A faixa inclusive pode ser uma das indicadas a Melhor Canção Original no Oscar 2019, mesmo que não seja a aposta principal para o filme.

Outro momento que fica impossível de segurar as lágrimas é a cena final. “I’ll Never Love Again” é a principal aposta e deve ser a faixa que ganhará submissão ao Oscar por parte da produção. Vamos nos conter de spoilers mas prepara o lencinho. Ela te traz sentimentos à la “I Will Always Love You”, sucesso de “O Guarda-Costas”.

Nasce Uma Estrela

Esta é a terceira versão do “A Star Is Born”. O original foi lançado em 1937, estrelado por Janet Gaynor e Fredric March. Depois disso, ganhou uma adaptação musical em 1954, com Judy Garland e James Manson. No fim temos em 1976, a versão com Barbra Streisand e Kris Kristofferson. É muito difícil superar Judy e Barbra mas Lady Gaga conseguiu.

Além de trazer autenticidade para o papel, ela se identifica tanto que acaba se tornando parte da história. Quem é apaixonado pelo mundo pop e pela área de entretenimento fica de boca aberta o tempo inteiro.

Nessa versão também temos algumas atualizações para a época. Apresentações no Saturday Night Live, programa de sucesso na tv norte-americana, citações ao Youtube e à gravadora Interscope, que por sinal é a de Gaga atualmente. O que prova que é um roteiro bastante adaptável e natural, sem parecer forçado.

A parte em que Ally se compara a uma artista pop, podemos ver quase que a Gaga voltando às suas origens. Ela também faz comparações com seu nariz e sua dificuldade de conseguir um contrato com executivos pela sua aparência, algo que a cantora já afirmou ter passado também.

Mensagem Social

A nova versão é tão atualizada que possui mensagens sociais importantes para essa geração. Lady Gaga trabalha em um bar de drag queens, que aliás traz a participação de Shangela Laquifa, personalidade do reality show Rupaul’s Drag Race. O filme aborda mesmo que superficialmente o mundo LGBTQ e demostra apoio à diversidade.

Temos também a representatividade racial. Diferentemente das outras versões, é perceptível a quantidade maior de atores negros no elenco.

Temos também o levantamento da questão da importância do uso de sua voz como ser humano em sociedade. Em acreditar na sua verdade e transmitir aos outros o que acredita. A narrativa deixa claro que se você tem o direito e o dever de usar seu posicionamento e suas opiniões para o bem social.

É também importante ressaltar a abordagem sobre temas como dependência química e doenças psicológicas (não podemos falar muito sem dar spoiler). A grande questão é que certamente a produção vai levantar questões sociais importantes atualmente.

Previsão ao Oscar

De fato ainda está muito cedo para falarmos de Oscar 2019. É muito difícil chutar sem ao menos se basear nas indicações, ou ao menos submissões, que serão feitas.

Ainda sim, podemos afirmar que ‘Shallow’, por exemplo tem grandes chances de levar Melhor Canção Original, assim como “I’ll Never Love Again”. Depende qual será a tentativa da gravadora. A trilha sonora, por ter extrema importância na trama, pode levar Melhor Trilha Sonora Original, embora não pareça convencer tão inovadora a esse ponto.

Quanto ao tão falando Oscar de Melhor Atriz para Lady Gaga, é bem difícil mas não impossível. Não que a atuação tenha sido ruim, até porque é justamente o contrário. Mas as concorrentes podem ser fortes demais para a estreia da cantora nos cinemas. Em um histórico de Meryl Streep, Emma Stone, Jennifer Lawrence e Sandra Bullock na categoria, pode ser que essa categoria se torne um pouco mais difícil.

Há também a teoria de que o Oscar quer se tornar mais pop no próximo ano. Que inclusive criou uma categoria para isso. O prêmio pode ser uma forma de atrair um público mais jovem e pop à premiação (pelo menos durante a fase de indicações). Então, “Nasce Uma Estrela” pode entrar na fila por essa brecha e ser enxergada com outros olhos.

Já Bradley Cooper pode ter mais facilidade. O veterano do cinema nunca ganhou uma estatueta mas já foi indicado a quatro. Dessa vez ele tem bastante categorias para concorrer como por exemplo as de Melhor Ator e Melhor Diretor, sendo a primeira bastante certeira.

Melhor Filme talvez não tenha chances mas para Melhor Roteiro Adaptado pode ser bem mais fácil.

“Nasce Uma Estrela” possui 2h20 de muita música, emoção e envolvimento. O filme pode até não ganhar um Oscar, mas definitivamente já entrou para a história e ganhou nossos corações!

O longa-metragem está nos cinemas desde o dia 11 de outubro.

One Ping

  1. Pingback:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

“Não Para Não”: Pabllo Vittar se consagra trazendo a essência da música brasileira

O que aconteceu com o Rouge?