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    Como são escolhidos os vencedores do Oscar?

    Com a virada do ano, a 86ª edição do Oscar fica mais próxima. Marcada para o dia 2 de março, a maior premiação de cinema cria expectativas e, como sempre, discussões quanto aos favoritos, indicados e vencedores. Mesmo antes da divulgação oficial dos indicados, diversos sites especializados em cinema já fazem suas apostas.

    A estatueta, que é entregue há 67 anos aos melhores do cinema, tem 34 centímetros de altura, pesa 3,9 quilos e é composta de 92,5% de estanho, 7,5% de cobre e folheado a ouro de 14 quilates e platina. O custo de fabricação de cada uma é de 150 dólares. A imagem é a de um guerreiro com uma espada sobre um rolo de filme e foi desenhada por Cedric Gibbons e esculpida por George Stanley. A origem do nome “Oscar” possui duas versões: a primeira diz que, em 1931, a bibliotecária Margareth Herrick olhou para a estatueta e disse: “Parece meu tio Oscar”. Já a segunda diz que a atriz Bette Davis olhava para a estatueta e lembrava-se de seu ex-marido, Harmon Oscar Nelson.

    estatueta

    Ganhar um Oscar é com certeza um grande marco na vida de qualquer pessoa que trabalha na área cinematográfica, e também um grande sonho para muitos. O Oscar vem há muito reafirmando o seu título como a maior premiação do cinema. Porém, nem sempre os vencedores da premiação agradam ao grande público, que muitas vezes acusam a academia de ser vendida, extremamente nacionalista e política e de sempre favorecer determinados atores e diretores em detrimento de outros.

    Pois bem, tudo isso leva às seguintes questões: seria a Academia realmente vendida, nacionalista e favorecedora de alguns em detrimento de outros como dizem por aí? Quais são os critérios da Academia para a escolha dos filmes em suas respectivas categorias?

    Sei que muitos ao lerem isso agora irão discordar, porém o Oscar é a premiação que tem o critério menos discutível, menos até que os festivais cinematográficos europeus tão aclamados. Me explicarei. Os vencedores do Oscar são escolhidos pelos associados da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que é formada por mais de 6 mil membros. Esse grande número de membros evita favoritismos e panelinhas, muito comuns nos festivais europeus, uma vez que, nestes, o júri é formado por um número reduzido de pessoas.

    Como funciona então a votação? Pode-se dizer que ela é dividida em duas etapas.

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    O dia em que presenciei a realeza de Mrs Carter

    Uma palavra que tenho ouvido muito desde terça-feira é “Sortuda!”. Até eu continuo sem acreditar no tamanho da minha sorte. O motivo? Não somente um, mas vários: realizei o sonho de ir em um show da Beyoncé, fui escolhida para o Bey Stage, vi ela cantar a centímetros de mim e, por um breve instante, consegui descobrir que ela é real ao tocar nela por milésimos de segundos. Tudo isso em uma só noite, 17 de setembro de 2013, a última noite da Mrs. Carter World Tour no Brasil. Mas vamos voltar um pouco, mais precisamente ao início do dia.

    Pulei da cama – literalmente – às 6:30, juntei minhas coisas e parti em uma van com cerca de 15 pessoas de Goiânia rumo à Brasília. Durante a viagem, fiquei quase que o tempo todo em silêncio, primeiro porque ainda não conhecia as pessoas com quem eu viajava, e nessas situações sempre fico muito calada, segundo porque eu desenhava na minha cabeça o como eu imaginava que seria minha noite. Nem nos meus melhores momentos de imaginação eu consegui chegar perto do que realmente me aconteceria.

    Chegamos à Brasília por volta de meio dia, o grupo se separou, eu e mais duas meninas seguimos para a fila não muito grande do Early Entry no portão 8 do Estádio Nacional, conforme indicações enviadas por e-mail. Pelas minhas contas, que mais tarde se mostrariam corretas, a fila até então tinha pouco mais de 100 pessoas. Tomando como base as dimensões do palco, vi que seria possível ficar na grade, meu principal objetivo até então.

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    Funk Carioca ganha espaço no cenário musical brasileiro

    Parafraseando o poeta, “é som de preto e de favelado mas quando toca ninguém fica parado”. O funk carioca é um ritmo que nasceu nas favelas do Rio de Janeiro, em meados dos anos 80 e, até hoje, enfrenta uma série de preconceitos. Voltando à paráfrase do início do texto, é um ritmo vital para qualquer festa hoje no Brasil.

    Rio é Funk

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    Na batalha Brave x Roar, ganha a corajosa ou a leoa?

    Quando um artista lança material novo, principalmente quando divulga o primeiro single de um novo álbum, não costumo escrever sobre a música sozinha. Gosto de avaliar tudo dentro do contexto do álbum, por me parecer mais justo.

    Como já devem saber, vazou hoje Roar, primeiro single do novo álbum da Katy Perry, Prism. Não escreveria sobre a música simplesmente por ela ter saído, pelo motivo que citei acima. Acabei sentindo vontade de mostrar meu posicionamento depois de alguns comentários que foram surgindo na internet ao longo da tarde.

    Roar, que não remete aos tempos de One of the Boys, como eu esperava que o Prism fizesse, também não lembra as músicas do Teenage Dream, a meu ver.

    Quando Katy lançou o terceiro vídeo teaser da música, revelando o trechinho “ô, ô, ô” do refrão, já achei que não gostaria do novo material. Apesar disso, a faixa completa acabou me surpreendendo e me agradando mais do que eu esperava. Não me lembrou nada do One of the Boys, como eu queria, mas também não me lembrou nada que a Katy tenha feito antes, apesar de não ser algo muito inovador no mundo musical, em geral. É, de fato, uma faixa chiclete. Acredito que até aqueles que a rejeitaram já estarão repetindo o “ô, ô, ô” sem sentir daqui a alguns dias.

    No entanto, o que me levou a criar esse post foi o tanto de gente que anda comparando Roar com Brave, música da Sara Bareilles lançada em em abril desse ano.

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    Uma nova era, um novo cabelo

    Foi-se o tempo que para ser uma diva a cantora só precisava ter uma bela voz. Na atualidade, a indústria cultural pede que ela tenha carisma, talento, beleza e madeixas que criem moda. A cada álbum novo, as artistas aparecem de visual diferente: loiras, morenas, de cabelo liso, crespo e algumas até carecas.

    Neste post vamos relembrar as cabeças que “fizeram cabeças” pelo mundo afora.

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